Significado de quironomia
Explore os principais sentidos da palavra 'quironomia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.A arte ou técnica de gesticular com as mãos, especialmente como parte da comunicação ou da oratória.
- s.f.O estudo sistemático dos gestos das mãos, seus significados e usos.
- s.f.O conjunto de gestos manuais empregados de forma codificada, como em rituais ou em performances artísticas.
Etimologia:
Quironomia deriva do grego "kheirognomía", que significa "gesto com a mão", composto por "kheir" (mão) e "gnomê" (gesto, opinião).
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Retórico
Refere-se à prática da gestualidade manual como componente formal e estudado da oratória clássica, visando reforçar, ilustrar e dar ênfase ao discurso falado. Era considerada uma parte essencial da formação do orador na Grécia e Roma antigas.
Exemplo: Os tratados de retórica de Cícero e Quintiliano dedicavam seções à chironomia, prescrevendo gestos específicos para diferentes partes do discurso e emoções.
Sentido Litúrgico-Cerimonial
Aplica-se ao uso de gestos manuais codificados e simbólicos dentro de contextos ritualísticos ou religiosos, onde possuem um significado sagrado e operativo. A precisão do gesto é fundamental para a validade ou eficácia do ritual.
Exemplo: Os gestos (mudras) realizados durante a meditação ou rituais no Hinduísmo e Budismo, ou os gestos de bênção e consagração na liturgia cristã.
Sentido Artístico-Performativo
Denota o emprego estilizado e expressivo dos movimentos das mãos em formas de arte performática, como a dança e o teatro, onde servem como elemento narrativo ou emocional autônomo ou complementar.
Exemplo: A linguagem gestual altamente estilizada e simbólica nas danças clássicas indianas (como Bharatanatyam) ou a pantomima, onde as mãos contam uma história sem palavras.
Sentido Semiótico-Comunicativo
Aborda o sistema de gestos manuais como um código de signos não-verbais que constitui uma linguagem suplementar ou alternativa à fala, utilizada em contextos específicos de comunicação.
Exemplo: A linguagem de sinais para surdos, os gestos codificados usados por tradutores de línguas de sinais em eventos, ou os sinais manuais empregados em ambientes ruidosos ou que exigem silêncio.
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