Significado de rameiras
Explore os principais sentidos da palavra 'rameiras', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Mulher que mantém relações sexuais em troca de dinheiro; prostituta, meretriz.
- s.f.(Figurado) Pessoa que age com falsidade ou bajulação para obter vantagens; aduladora interesseira.
- s.f.(Arcaico) Mulher de vida desregrada, libertina.
Etimologia:
Rameiras deriva do latim vulgar ramariae, plural de ramarius, que significa “aquela que tem ramos” ou “ramificada”, relacionado a "ramus", que quer dizer "ramo". No português antigo, a palavra passou a designar mulheres de conduta moral questionável, possivelmente por analogia à ideia de ramificação ou multiplicidade de relações.
Sinônimos (sentido comum):
prostitutas, meretrizes, cortesãs, cafetinas, acompanhantes, mulheres da vida, garotas de programa, donzelas fáceis, mulheres públicas, prostitutas de rua
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se ao papel e à condição social da mulher que exercia a prostituição em contextos históricos específicos, frequentemente regulada, marginalizada ou integrada de formas complexas na sociedade.
Exemplo: Nas cidades portuárias do Brasil colonial, as rameiras, muitas vezes forras ou escravizadas, ocupavam um lugar ambíguo na economia e na estrutura social.
Sentido Literário-Simbólico
Na literatura, a personagem da rameira pode funcionar como um símbolo de corrupção moral, tentação, vício social ou, em contrapartida, de resiliência e crítica à hipocrisia das convenções.
Exemplo: Em "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, a personagem Marcela é descrita como uma cortesã (rameira) cuja relação com o protagonista ilustra a decadência moral e os interesses fúteis da elite.
Sentido Jurídico-Regulatório
Enquadra-se no âmbito de leis, normas e políticas públicas que buscam definir, criminalizar, tolerar ou regular o exercício da prostituição, refletindo os valores morais dominantes de uma época.
Exemplo: O Código Penal de 1890, no Brasil, tipificava o "lenocínio" e a "prostituição escandalosa", enquadrando a atividade das rameiras como contravenção.
Sentido Psicológico-Existencial
Pode ser analisada como uma figura que representa a exploração do corpo e da intimidade como mercadoria, levantando questões sobre identidade, autonomia, degradação e sobrevivência em condições de vulnerabilidade.
Exemplo: Em narrativas autobiográficas ou estudos sociológicos, a experiência subjetiva da rameira envolve frequentemente a dissociação entre o self íntimo e o papel social desempenhado.
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