Significado de revoltada
Explore os principais sentidos da palavra 'revoltada', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que se revoltou, que está em estado de revolta ou rebelião.
- adj.Que demonstra indignação, ira ou profundo descontentamento.
- adj.(Figurado) Que está desarrumado, em desordem (ex: cabelo revoltado).
- s.f.Mulher ou menina que está revoltada.
Etimologia:
"Revoltada" deriva do verbo "revoltar", que vem do latim tardio revoltare, formado por "re-" (repetição ou intensidade) e "voltare" (voltar, girar), relacionado a voltar atrás ou dar voltas, indicando movimento de revolta ou rebelião.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado emocional intenso de indignação e rebeldia, frequentemente associado a uma sensação de injustiça pessoal ou frustração profunda. É uma reação contra uma autoridade, uma regra ou uma situação percebida como opressora.
Exemplo: A personagem Jo March, de Mulherzinhas, mostra-se revoltada com as limitações impostas às ambições das mulheres de sua época.
Sentido Político-Social
Descreve um indivíduo ou grupo que se opõe ativamente a uma ordem estabelecida, um governo ou um sistema de poder, podendo engajar-se em protestos ou ações de desobediência civil. Envolve uma consciência crítica das estruturas de dominação.
Exemplo: Os estudantes franceses em maio de 1968, revoltados contra o conservadorismo e as estruturas tradicionais de autoridade.
Sentido Estético
Aplica-se a uma obra de arte, estilo ou movimento que deliberadamente desafia as convenções, normas e gostos dominantes de sua época, buscando chocar ou provocar uma ruptura.
Exemplo: A peça Ubu Rei, de Alfred Jarry, com sua linguagem grosseira e absurda, foi uma obra revoltada contra o teatro naturalista e burguês do final do século XIX.
Sentido Filosófico-Existencial
Estado de espírito resultante da confrontação com o absurdo da existência ou com a falta de sentido intrínseco da vida, conforme explorado por pensadores existencialistas. A revolta surge como uma recusa à resignação.
Exemplo: O mito de Sísifo, de Albert Camus, onde a revolta consiste em persistir e encontrar liberdade mesmo diante de um castigo eterno e aparentemente sem propósito.
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