Significado de sarandalhas
Explore os principais sentidos da palavra 'sarandalhas', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Objeto ou utensílio velho, inútil, de pouco valor ou em mau estado.
- s.f.Coisa insignificante, de pouca importância ou qualidade.
- s.f.(Regionalismo, Portugal) Tralha, bugiganga, conjunto de coisas velhas e desordenadas.
- s.f.(Figurado) Assunto ou conversa fútil, sem substância.
- s.f.(Arcaico) Pequena embarcação de pesca ou serviço, em mau estado.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Cotidiano
Refere-se ao acúmulo de objetos inúteis que ocupam espaço em casas ou garagens, gerando desordem. Representa a dificuldade prática de descartar coisas que perderam a utilidade, mas às quais se atribui um valor sentimental ou potencial.
Exemplo: A arrumação do sótão revelou décadas de sarandalhas, desde brinquedos partidos a electrodomésticos obsoletos.
Sentido Psicológico
Pode simbolizar as memórias, pensamentos ou preocupações obsolescentes que uma pessoa acumula mentalmente e que dificultam a clareza ou o progresso. Corresponde a carga cognitiva ou emocional inútil que consome energia sem benefício.
Exemplo: Na terapia, ele trabalhou para libertar-se das sarandalhas emocionais de antigos ressentimentos que já não serviam ao seu presente.
Sentido Económico
Designa bens ou activos que perderam valor de mercado e de uso, representando capital imobilizado e improdutivo. No contexto empresarial, pode referir-se a stock obsoleto ou equipamentos depreciados que oneram os custos de armazenamento ou manutenção.
Exemplo: A fábrica teve de liquidar o seu inventário de sarandalhas tecnológicas para fazer espaço e capital para nova maquinaria.
Sentido Literário ou Metafórico
Usada como recurso estilístico para caracterizar ambientes de decadência, personagens com apego ao passado ou para criticar a futilidade de certas convenções sociais. Evoca uma atmosfera de negligência e perda de função.
Exemplo: Na obra de Eça de Queirós, a casa da família decadente está cheia de sarandalhas aristocráticas que simbolizam a inutilidade das suas pretensões.
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