Significado de sediela
Explore os principais sentidos da palavra 'sediela', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Cadeira de espaldar alto, geralmente de madeira lavrada, com assento estreito e braços, usada em igrejas ou salas de cerimônia.
- s.f.Assento de coro, fixo e articulado, que permite ao ocupante sentar-se ou permanecer de pé durante ofícios religiosos.
- s.f.Por extensão, cargo ou dignidade eclesiástica, especialmente de bispo ou abade, simbolizado pelo assento no coro.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Litúrgico
A sediela designa o assento individual no coro de uma igreja ou mosteiro, usado por clérigos durante a recitação do Ofício Divino. Sua função é prática e simbólica: permite alternar entre posições de pé e sentado conforme as rubricas, e sua posição no coro reflete a hierarquia eclesiástica.
Exemplo: no mosteiro de São Bento, cada monge ocupava sua sediela esculpida em carvalho durante as horas canônicas.
Sentido Arquitetônico
No contexto da arquitetura religiosa, a sediela é um elemento do mobiliário fixo do coro, frequentemente integrada à talha ou à estrutura de madeira do espaço. Seu design varia de acordo com o estilo (gótico, barroco, neoclássico) e inclui detalhes como misericórdias — pequenas prateleiras no assento que permitiam apoio discreto durante longas estações em pé.
Exemplo: as sedielas do coro da Catedral de Toledo, com misericórdias entalhadas com cenas profanas.
Sentido Sociológico
A sediela funciona como marcador de posição social e institucional dentro de uma comunidade religiosa. Ocupar uma sediela específica indica antiguidade, cargo ou mérito, e a disposição das sedielas no coro reproduz a ordem hierárquica do capítulo ou da ordem monástica.
Exemplo: no capítulo de uma catedral, a sediela do deão era a primeira à direita do altar, simbolizando sua autoridade sobre os cônegos.
Sentido Econômico
Historicamente, a posse ou o direito de uso de uma sediela podia ser objeto de transação financeira ou doação, vinculada a benefícios eclesiásticos ou capelanias. Em algumas dioceses, a sediela era adquirida por famílias nobres como forma de patronato, garantindo assento perpétuo no coro e prestígio associado.
Exemplo: no século XVIII, a família Silva comprou o direito à sediela do coro da Igreja da Misericórdia de Lisboa, registrado em contrato notarial.
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