Significado de semipelagianismo
Explore os principais sentidos da palavra 'semipelagianismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doutrina teológica cristã que sustenta que a salvação humana requer a cooperação da vontade livre com a graça divina, negando tanto o pelagianismo (salvação por mérito próprio) quanto o agostinianismo radical (graça irresistível).
- s.m.Posição intermediária no debate sobre a predestinação e o livre-arbítrio, rejeitada como heresia pelo Concílio de Orange (529) e posteriormente por reformadores protestantes.
- s.m.Termo histórico usado para designar sistemas que atribuem ao ser humano a capacidade de iniciar o movimento de fé, cabendo a Deus aperfeiçoá-lo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Designa uma controvérsia teológica do século V, centrada nos ensinos de João Cassiano e dos monges da Gália, que buscavam conciliar a graça divina com o esforço ascético humano.
Exemplo: O Concílio de Orange condenou a ideia de que o homem pode desejar a salvação sem a graça preventiva, mas admitiu a cooperação posterior.
Sentido Filosófico
Refere-se a qualquer doutrina que postule uma parceria entre a causalidade divina e a agência humana, sem que uma anule a outra.
Exemplo: Em debates sobre livre-arbítrio, o semipelagianismo é frequentemente evocado como um modelo de sinergia entre determinismo e liberdade.
Sentido Eclesiástico
Indica a posição de grupos cristãos que, embora ortodoxos na crença na graça, enfatizam a responsabilidade humana no início da conversão, gerando tensão com tradições agostinianas ou calvinistas.
Exemplo: O arminianismo foi acusado de semipelagianismo por seus opositores calvinistas no Sínodo de Dort (1618-1619).
Sentido Psicológico
Metáfora para a crença de que o indivíduo pode iniciar uma mudança moral ou espiritual por esforço próprio, antes de receber qualquer auxílio externo.
Exemplo: Em terapias de autoajuda, a ideia de que "basta querer" para superar um vício reflete um semipelagianismo psicológico, ignorando fatores sociais e biológicos.
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