Significado de serpentão
Explore os principais sentidos da palavra 'serpentão', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Cobra de grande porte, especialmente uma serpente de dimensões excepcionais.
- s.m.(Figurado) Pessoa astuta, dissimulada ou traiçoeira.
- s.m.(Geomorfologia) Curva muito acentuada de um rio, lembrando as voltas de uma serpente.
- s.m.(Música) Antigo instrumento de sopro de madeira, com tubo cônico e forma serpentina.
- s.m.(Militar, Hist.) Peça de artilharia antiga, longa e de calibre médio.
Etimologia:
Serpentão é um aumentativo de "serpente", derivado do latim "serpens, serpentis", que significa cobra ou serpente; o sufixo aumentativo "-ão" indica grande tamanho, formando assim o termo que designa uma serpente de grande porte.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Geográfico
Refere-se a uma curva extremamente sinuosa no curso de um rio, formada pela erosão em planícies aluviais. É um termo técnico da geomorfologia para descrever meandros muito pronunciados.
Exemplo: O Rio Amazonas apresenta vários serpentões em seu curso, com curvas que se estendam por quilômetros.
Sentido Histórico-Militar
Designa um tipo específico de canhão longo e de calibre médio, utilizado principalmente nos séculos XVI e XVII. O nome derivava da sua forma alongada e, por vezes, de decorações que lembravam uma serpente.
Exemplo: O serpentão foi uma peça de artilharia de campanha comum nos exércitos europeus do período da Guerra dos Trinta Anos.
Sentido Organológico
É o nome de um instrumento musical histórico, da família dos aerofones de madeira, com embocadura de bocal e tubo cônico recurvado em forma de "S". Tinha função de baixo no apoio a corais em igrejas.
Exemplo: O serpentão, precursor do oficleide e do tuba, era utilizado para reforçar as linhas de baixo na música sacra do Barroco e do início do Classicismo.
Sentido Simbólico-Alquímico
Na tradição alquímica e em iconografias herméticas, a serpente ou dragão alado (muitas vezes denominado "serpentão") simboliza o princípio volátil, o mercúrio filosófico ou a força primordial que o alquimista deve dominar e fixar.
Exemplo: Em ilustrações de tratados alquímicos, o serpentão que morde a própria cauda (ouroboros) representa a natureza cíclica da obra e a unidade da matéria.
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