Significado de sufocações
Explore os principais sentidos da palavra 'sufocações', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ato ou efeito de sufocar; impedimento da respiração.
- s.f.Extinção ou abafamento de um fogo.
- s.f. Fig.Repressão violenta; ação de impedir o desenvolvimento ou a expressão.
- s.f. Fig.Sensação de opressão ou angústia intensa.
- s.f. Med.Obstrução das vias respiratórias que leva à asfixia.
Etimologia:
A palavra "sufocações" deriva do verbo "sufocar", que vem do latim "suffocare", formado por "sub-" (sob, debaixo) e "focare" (relacionado a "focus", que significa fogo ou lar), originalmente no sentido de provocar asfixia ou impedir a respiração.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político-Social
Refere-se à repressão sistemática de liberdades, movimentos ou vozes dissidentes por um regime ou autoridade. Envolve o uso de mecanismos legais, censura, intimidação ou violência para calar a oposição e controlar a sociedade.
Exemplo: O período da ditadura militar no Brasil foi marcado por fortes sufocações das liberdades civis e da imprensa.
Sentido Psicológico-Emocional
Descreve a sensação subjetiva de opressão e aperto no peito causada por emoções intensas e não processadas, como ansiedade, pânico ou tristeza profunda. É uma experiência de constrição interna que paralisa a ação e o pensamento.
Exemplo: A personagem Brás Cubas, de Machado de Assis, frequentemente descreve sufocações melancólicas diante da vacuidade da vida.
Sentido Técnico-Ambiental
No contexto ecológico ou agrícola, indica a ação de abafar ou impedir o desenvolvimento normal de um organismo, geralmente uma planta, pela falta de um recurso essencial como luz, ar ou espaço.
Exemplo: O plantio excessivamente denso pode levar à sufocação das plantas menores, que não recebem luz solar suficiente para realizar a fotossíntese.
Sentido Artístico-Metafórico
Usado na crítica de arte para descrever a sensação de excesso, saturação ou falta de "ar" em uma obra, onde elementos muitos densos (de informação, cores, sons ou ornamentos) impedem a apreensão clara e causam cansaço estético.
Exemplo: Algumas composições barrocas podem dar uma sensação de sufocação devido à profusão de detalhes ornamentais.
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