Significado de tabacomania
Explore os principais sentidos da palavra 'tabacomania', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Dependência física e psicológica do tabaco.
- s.f.Hábito compulsivo de fumar.
- s.f.(Psiquiatria) Transtorno relacionado ao uso de tabaco, caracterizado por um padrão de uso persistente.
- s.f.(Uso raro/antigo) Desejo intenso e anormal por tabaco.
- s.f.(Por extensão) Obsessão ou fascínio por tudo relacionado ao tabaco (ex.: seus rituais, objetos).
Etimologia:
Tabacomania deriva do francês "tabacomanie", que é composto por "tabac" (tabaco) e o sufixo "-mania", do grego "mánia", que significa mania ou loucura, indicando um desejo compulsivo pelo uso do tabaco.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se ao papel cultural e econômico do tabaco em sociedades pré-industriais e ao longo da colonização, onde seu consumo era ritual, medicinal e, posteriormente, um produto de exploração comercial global.
Exemplo: o uso cerimonial do cachimbo da paz entre povos indígenas das Américas e sua transformação em commodity com o cultivo em plantations no sul dos EUA.
Sentido Médico-Epidemiológico
Designa a condição de saúde pública decorrente da nicotina, entendida como uma doença crônica, recidivante e com alta morbimortalidade, gerando custos significativos para os sistemas de saúde.
Exemplo: sua classificação como "Transtorno por Uso de Tabaco" (CID-11) e as campanhas globais da OMS para seu controle.
Sentido Econômico
Aborda a dualidade do tabaco como setor econômico: de um lado, uma cadeia produtiva que gera emprego, impostos e lucro para a indústria; de outro, um custo externalizado em tratamentos de saúde, perda de produtividade e danos ambientais.
Exemplo: os conflitos entre políticas de saúde pública e os interesses de grandes corporações tabagistas em fóruns internacionais de comércio.
Sentido Psicológico-Comportamental
Foca nos mecanismos de reforço que sustentam o hábito, indo além da dependência química, para incluir os rituais, a associação com situações específicas (café, pausas) e o uso como regulador emocional ou ferramenta social.
Exemplo: a dificuldade de abstinência mesmo com reposição de nicotina, devido ao condicionamento do ato de fumar em momentos de estresse ou socialização.
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