Significado de tirana
Explore os principais sentidos da palavra 'tirana', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Governante absoluto que exerce poder de forma opressiva e cruel.
- s.f.Mulher que governa com autoridade despótica.
- s.f.Pessoa que abusa de autoridade para dominar ou oprimir outros.
- s.f.Aquela que impõe sua vontade de forma arbitrária em qualquer relação.
- s.f.Indivíduo ou entidade que exerce controle excessivo e sufocante.
Etimologia:
A palavra "tirana" deriva do grego antigo τύραννος (týrannos), que passou pelo latim tyrannus, significando governante absoluto ou opressor.
Sinônimos (sentido comum):
ditadora, opressora, autoritária, despótica, dominadora, absolutista, ditatorial, autocrática, severa
Antônimos (sentido comum):
democrata, benevolente, justo, gentil, compassivo, tolerante, amável, bondoso, humano, moderado
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político
Refere-se a um regime ou sistema de governo caracterizado pela concentração absoluta de poder, ausência de Estado de Direito e supressão de liberdades civis.
Exemplo: O regime de Idi Amin no Uganda é frequentemente citado como uma tirana africana.
Sentido Relacional-Psicológico
Descreve uma dinâmica interpessoal em que uma pessoa domina e subjuga outra através de manipulação, controle e intimidação.
Exemplo: Na obra "A Mãe", de Péret, a personagem central exerce uma tirana sobre a família, controlando cada aspecto de suas vidas.
Sentido Histórico
Na Grécia Antiga, designava um governante que assumia o poder por meio de um golpe, mas não necessariamente com conotação negativa inicial.
Exemplo: Pisístrato foi um tirano de Atenas cujo governo, paradoxalmente, trouxe estabilidade e desenvolvimento cultural.
Sentido Artístico-Literário
Na literatura e nas artes, a figura da tirana frequentemente personifica forças opressoras abstratas, como o destino, o estado ou convenções sociais.
Exemplo: Na peça "Calígula", de Albert Camus, o imperador romano encarna a tirana do absurdo, onde o poder ilimitado se revela vazio e autodestrutivo.
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