Significado de tolice
Explore os principais sentidos da palavra 'tolice', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ação ou dito que demonstra falta de juízo ou sensatez.
- s.f.Qualidade de tolo; falta de inteligência ou discernimento.
- s.f.Comportamento irrefletido ou absurdo.
- s.f.Doutrina ou opinião considerada absurda ou sem fundamento.
- s.f.Ato insignificante ou sem importância; coisa trivial.
Etimologia:
A palavra "tolice" deriva do latim "stultitia", que significa tolice, estupidez, ignorância, formada a partir de "stultus", que quer dizer tolo ou bobo.
Sinônimos (sentido comum):
asneira, bobagem, besteira, disparidade, imbecilidade, idiotice, loucura, maluquice, sandice, estupidez
Antônimos (sentido comum):
sabedoria, inteligência, sensatez, prudência, discernimento, razão, lucidez, entendimento, conhecimento, sapiência
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico-Comportamental
Refere-se a um padrão de ação ou pensamento que ignora riscos e consequências, frequentemente associado a impulsividade ou falta de autocontrole.
Exemplo: Na tragédia Romeu e Julieta, a decisão impulsiva dos amantes de fingir a morte é retratada como uma tolice com desfecho trágico.
Sentido Filosófico-Moral
Na filosofia clássica, a tolice é entendida como vício de caráter oposto à virtude da prudência, consistindo na incapacidade de discernir o verdadeiro bem.
Exemplo: No Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdão, a tolice é analisada como força motriz universal, presente em todas as esferas humanas.
Sentido Político-Social
Designa políticas públicas ou decisões coletivas que, por desprezarem evidências e conselhos especializados, resultam em danos previsíveis à sociedade.
Exemplo: A histórica decisão de invadir a Rússia no inverno, tomada por Napoleão e repetida por Hitler, é considerada uma tolice estratégica militar.
Sentido Literário-Arquetípico
Figura narrativa que representa a ingenuidade humana em sua forma pura, servindo como dispositivo de crítica social.
Exemplo: O personagem Dom Quixote, de Cervantes, encarna a tolice como contraponto à suposta sabedoria convencional, questionando os limites entre loucura e sanidade.
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