Significado de tupinamba

Explore os principais sentidos da palavra 'tupinamba', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s. m.Indivíduo pertencente a um povo indígena que habitava o litoral do Brasil na época do descobrimento.
  • s. m.Língua do tronco tupi-guarani falada por esse povo.
  • adj.Relativo ou pertencente aos tupinambás.
  • s. m.Nome de um pássaro da família dos psitacídeos (Amazona farinosa), também conhecido como papagaio-do-mato.
  • s. m.Designação de um tipo de rede de pesca ou de dormir, tradicionalmente associada a esses povos.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Refere-se especificamente a um dos principais grupos da nação tupi que ocupava a costa brasileira, do Recôncavo Baiano ao Rio de Janeiro, no século XVI, conhecidos por sua resistência aos colonizadores portugueses e por práticas antropofágicas rituais.

Exemplo: Os relatos do alemão Hans Staden, prisioneiro dos tupinambás em 1554, descrevem detalhadamente seus costumes e organização social.

Sentido Etnográfico

Denomina um complexo cultural específico, abrangendo cosmologia, rituais, organização social e técnicas materiais (como a cerâmica e a agricultura) que caracterizavam esse povo, distinto de outros grupos tupi-guarani.

Exemplo: O ritual antropofágico tupinambá, que visava incorporar as qualidades guerreiras do inimigo devorado, era um elemento central de sua estrutura sociocultural e religiosa.

Sentido Político-Contemporâneo

Designa a identidade reivindicada por comunidades indígenas no Nordeste brasileiro que lutam pelo reconhecimento étnico oficial, pela demarcação de terras e pela preservação cultural frente a conflitos fundiários.

Exemplo: A comunidade Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, protagoniza uma longa batalha judicial pela homologação de seu território tradicional.

Sentido Simbólico-Literário

Representa, na literatura e no imaginário brasileiro, o arquétipo do "selvagem nobre" ou do indígena bravio, símbolo da resistência nativa e da essência primitiva da nacionalidade, frequentemente idealizado ou estereotipado.

Exemplo: No romance "Iracema", de José de Alencar, apesar do foco nos potiguaras, a figura do indígena em geral bebe dessa construção simbólica associada aos tupinambás.

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