Significado de ustilagináceo

Explore os principais sentidos da palavra 'ustilagináceo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj. m.e s. m. Relativo ou pertencente à família de fungos Ustilaginaceae, que inclui os carvões, parasitas de plantas, especialmente gramíneas.
  • s. m.Indivíduo da família Ustilaginaceae.
  • adj. m.Diz-se de fungo que causa a doença conhecida como carvão ou ustilagem.

Etimologia:

Ustilagináceo deriva do latim científico Ustilaginaceae, nome da família de fungos, que por sua vez vem do latim ustilago, significando "queimadura" ou "fuligem", referindo-se à aparência escura desses fungos.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Botânico-Agrícola

Designa o fungo parasita que ataca culturas de cereais, como milho e trigo, formando massas de esporos escuros que substituem os grãos.

Exemplo: O agricultor identificou a presença de um fungo ustilagináceo na plantação, comprometendo a colheita.

Sentido Taxonômico

Refere-se à classificação biológica de um grupo de fungos basidiomicetos, caracterizados por produzir teliósporos e por serem biotróficos obrigatórios.

Exemplo: No manual de micologia, o gênero Ustilago é descrito como um ustilagináceo típico, com ciclo de vida que alterna fases haploide e dicariótica.

Sentido Fitopatológico

Utilizado para descrever a etiologia e os sintomas de doenças vegetais causadas por esses fungos, como a formação de galhas ou a substituição de tecidos reprodutivos por pó preto.

Exemplo: O laudo técnico apontou que a ferrugem do colmo não era causada por um ustilagináceo, mas sim por um fungo da ordem Pucciniales.

Sentido Histórico-Linguístico

Termo erudito, derivado do latim científico Ustilago (do latim ustus, queimado), empregado em obras de botânica e micologia dos séculos XIX e XX para designar fungos que parecem queimar a planta hospedeira.

Exemplo: No tratado de 1888, o naturalista descreveu o "ustilagináceo do milho" como uma praga que deixava as espigas carbonizadas.

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