Significado de veador
Explore os principais sentidos da palavra 'veador', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que exerce a função de velar, vigiar ou guardar algo ou alguém.
- s.m.(História) Oficial ou magistrado responsável pela supervisão e fiscalização em uma corte ou instituição.
- s.m.(Direito) Aquele que tem a incumbência de zelar por interesses alheios, como um tutor ou curador.
- s.m.(Religião) Título dado a certos dignitários eclesiásticos com funções de inspeção ou governo.
- s.m.(Arcaico) Guarda, sentinela, vigia.
Etimologia:
Veador deriva do latim medieval "vigilator", que significa "aquele que vigia" ou "guardião", relacionado ao verbo "vigilare", que quer dizer "vigiar" ou "guardar".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Institucional
Refere-se a um cargo administrativo ou judicial em monarquias e instituições antigas, com funções de supervisão e justiça. O termo era comum em reinos ibéricos medievais e no Império Português.
Exemplo: O "Veador da Fazenda" era um alto funcionário responsável pela administração financeira da Casa Real portuguesa.
Sentido Jurídico-Protetivo
Designa aquele que, por determinação legal ou testamento, assume a responsabilidade de zelar por uma pessoa incapaz ou por seus bens. Envolve um dever fiduciário de cuidado e administração.
Exemplo: Em processos de interdição, o juiz pode nomear um veador para gerir os bens de alguém declarado judicialmente incapaz.
Sentido Cerimonial-Cortesão
Remete a uma figura de prestígio e autoridade em contextos palacianos, cuja função transcende a mera vigilância, incluindo a organização de cerimônias e a manutenção da etiqueta.
Exemplo: Na obra "Os Lusíadas", de Camões, a organização da corte do rei de Melinde envolve figuras com funções análogas às de um veador.
Sentido Filosófico-Existencial
Pode ser utilizado metaforicamente para representar a consciência humana em seu papel de testemunha e guardiã da própria existência, das memórias ou da moralidade. Reflete a ideia de um observador interno e vigilante.
Exemplo: Na reflexão filosófica, pode-se falar da razão como o "veador" dos impulsos passionais, numa alusão ao autogoverno.
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