Significado de vícios
Explore os principais sentidos da palavra 'vícios', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Plural de vício.
- s.m.Disposição habitual para o mal ou para ação prejudicial a si ou a outrem.
- s.m.Defeito físico ou moral; imperfeição.
- s.m.Hábito censurável ou prática considerada imoral por um código social ou religioso.
- s.m.Nulidade ou irregularidade de um ato jurídico por infringir a lei.
Etimologia:
A palavra "vícios" vem do latim "vitium", que significa defeito, falha ou pecado, e passou para o português com o sentido de hábito ou conduta nociva.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Clínico
Refere-se ao uso compulsivo de substâncias ou comportamentos que geram dependência e prejuízo à saúde, conforme classificação psiquiátrica (ex.: CID-11, DSM-5). O termo técnico é "transtorno por uso de substância", mas "vício" persiste no discurso leigo.
Exemplo: o tabagismo foi historicamente tratado como vício moral antes de ser reconhecido como dependência química.
Sentido Econômico
Designa um padrão de consumo que compromete a renda do indivíduo ou a estabilidade financeira familiar, muitas vezes explorado por indústrias de produtos viciantes.
Exemplo: o vício em jogos de azar online, que leva a endividamento progressivo e perda de patrimônio, documentado em estudos sobre ludopatia.
Sentido Retórico-Literário
Na tradição clássica e na crítica textual, "vício" opõe-se a "virtude" estilística: é um desvio da norma expressiva, como o solecismo ou a ambiguidade prejudicial. Na literatura, pode ser usado como motor narrativo, revelando a falha trágica de um personagem.
Exemplo: a avareza de Gobseck, em Balzac, é o vício que estrutura sua conduta e o desfecho da novela.
Sentido Político-Institucional
Indica a corrupção sistêmica ou o desvio de finalidade no exercício do poder público, como nepotismo, clientelismo ou abuso de autoridade. Nesse sentido, o vício não é individual, mas estrutural, enraizado em práticas institucionais.
Exemplo: o "vício de origem" em processos legislativos, quando uma lei nasce de procedimento inconstitucional, invalidando-a por inteiro.
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