Significado de viliar

Explore os principais sentidos da palavra 'viliar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • sm.Indivíduo que habita uma vila; morador de pequena localidade rural ou suburbana.
  • sm.Pessoa de origem humilde ou modesta, associada ao campo ou à periferia.
  • sm.(História) Camponês ou servo vinculado a uma vila no sistema feudal.
  • sm.(Direito) Habitante de vila com direitos e deveres específicos em certas ordenações municipais.
  • sm.(Pejorativo) Indivíduo rústico ou de maneiras simples, por extensão.

Etimologia:

De origem incerta, possivelmente derivada do latim vulgar *viliarius, relacionado a vil, no sentido de baixo ou desprezível.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Sociológico

Designa o membro de uma comunidade rural ou semiurbana, cuja identidade social é definida pela pertença a um território pequeno e coeso, com laços de vizinhança e economia local.

Exemplo: No Brasil colonial, o viliar era o homem livre que cultivava roças nos arredores das vilas, distinto do senhor de engenho e do escravo.

Sentido Histórico

Refere-se ao habitante de uma vila medieval europeia, sujeito a tributos e à jurisdição senhorial, mas com certa autonomia administrativa.

Exemplo: O viliar do século XIII na França pagava a "taille" ao senhor, mas podia participar das assembleias da comuna.

Sentido Literário

Personagem-tipo na ficção regionalista, caracterizado pela simplicidade, apego à terra e resistência à urbanização.

Exemplo: Em "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, o viliar aparece como o imigrante português que se adapta à vida coletiva na cidade, mantendo hábitos rurais.

Sentido Econômico

Agente produtivo em economias de subsistência ou de mercado local, cuja atividade principal é a agricultura familiar ou o artesanato, com baixa integração a cadeias globais.

Exemplo: O viliar do interior paulista, no século XIX, produzia milho e feijão para abastecer a vila e trocava excedentes por ferramentas.

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