Significado de voz passiva
Explore os principais sentidos da palavra 'voz passiva', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Construção gramatical em que o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo.
- s.f.Forma verbal que indica que o sujeito é o paciente da ação.
- s.f.Estrutura sintática oposta à voz ativa, formada geralmente pelo verbo auxiliar "ser" + particípio do verbo principal.
- s.f.Recurso linguístico que enfatiza o objeto ou resultado da ação em detrimento do agente.
- s.f.Construção usada para omitir ou desfocar a identidade do agente da ação.
Etimologia:
A expressão "voz passiva" provém do latim: "vox" significa "voz" ou "som", e "passiva" deriva de "passivus", que significa "que sofre ação". No contexto gramatical, indica a forma verbal em que o sujeito recebe a ação expressa pelo verbo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Pedagógico
Refere-se ao conceito ensinado no estudo da gramática e da redação, frequentemente associado a recomendações de estilo. Em muitos manuais de escrita, o uso excessivo da voz passiva é desencorajado por tornar o texto menos direto e claro, sendo sua identificação e transformação em voz ativa um exercício comum.
Exemplo: A correção de provas de redação frequentemente aponta frases como "O relatório foi entregue pelo analista" sugerindo a forma ativa "O analista entregou o relatório".
Sentido Político e Retórico
Denota o uso estratégico da linguagem para despersonalizar ações, diluir responsabilidades ou criar uma aura de objetividade e inevitabilidade. É um recurso comum em discursos oficiais, comunicados corporativos e textos jurídicos, onde a omissão do agente pode servir para evitar atribuição de culpa ou para apresentar decisões como processos impessoais.
Exemplo: A frase "Erros foram cometidos" em um pronunciamento público, em contraste com "Nós cometemos erros".
Sentido Filosófico e Social
Descreve um estado de receptividade ou submissão em que um indivíduo ou grupo é predominantemente afetado por forças externas, sem exercer agência ou resistência ativa. Neste sentido, contrasta com a ação autônoma e refere-se a uma condição de ser determinado por circunstâncias, estruturas ou vontades alheias.
Exemplo: A análise de certas dinâmicas sociais que descrevem populações como "vítimas passivas" de processos históricos ou econômicos.
Sentido Artístico e Interpretativo
Aplica-se a uma técnica ou qualidade na representação que prioriza a recepção, a introspecção ou uma postura não confrontacional. Em artes cênicas, pode descrever um personagem que reage aos eventos em vez de provocá-los; na crítica literária, pode referir-se a uma narrativa que se foca mais na descrição de estados e impressões do que na ação.
Exemplo: O personagem de Hamlet, em seus famosos monólogos, é frequentemente analisado em sua passividade reflexiva diante da exigência de uma ação vingativa.
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