Significado de alucitas

Explore os principais sentidos da palavra 'alucitas', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • substantivo feminino (plural) — visões ou representações mentais formadas sem base sensorial direta; fenômeno perceptivo subjetivo.
  • substantivo feminino (plural) — enganos dos sentidos que fazem parecer real aquilo que não é.
  • substantivo feminino (plural) — na psicologia clínica, percepções falsas e vívidas ocorridas em estado de vigília, sem estímulo externo correspondente.
  • substantivo feminino (plural) — no uso coloquial, ideias infundadas ou suposições sem evidência concreta.
  • substantivo feminino (plural) — em retórica, imagens mentais evocadas por discurso ou texto, com caráter ilusório.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Clínico

Refere-se ao sintoma perceptivo característico de quadros psiquiátricos ou neurológicos, distinguindo-se da ilusão (que distorce um estímulo real).

Exemplo: no relato de caso de uma paciente com esquizofrenia, as alucitas auditivas ordenavam ações, sem qualquer fonte sonora verificável.

Sentido Epistemológico

Designa o limite da confiabilidade dos dados sensoriais como fundamento do conhecimento, pois aponta para a possibilidade de erro intrínseco à percepção.

Exemplo: na dúvida metódica de Descartes, as alucitas de um sonho lúcido servem para questionar a distinção entre vigília e sono.

Sentido Sociocultural

Em contextos rituais ou religiosos, são interpretadas como experiências de contato com entidades ou dimensões sagradas, dotadas de valor comunitário e normativo.

Exemplo: em certas tradições xamânicas amazônicas, as alucitas induzidas por plantas são validadas como revelações espirituais para a cura do grupo.

Sentido Literário

Recurso narrativo que representa a subjetividade de um personagem, dissolvendo a fronteira entre realidade e fantasia para expressar estados mentais extremos.

Exemplo: em "O Alienista", de Machado de Assis, as alucitas de alguns internos são descritas como provas de loucura, mas também como metáfora da razão autoritária.

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