Significado de aluco
Explore os principais sentidos da palavra 'aluco', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Designação regional ou coloquial para uma pessoa considerada louca, tola ou excêntrica.
- s.m.(Brasil, informal) Indivíduo que age de maneira desvairada, imprevisível ou fora dos padrões.
- s.m.(Portugal, regional) Pessoa simples, ingênua ou de pouca inteligência.
- s.m.(Zoologia, obsoleto) Nome vulgar para certas aves noturnas, como corujas ou mochos.
- s.m.(Figurado, raro) Aquilo que é considerado absurdo, disparatado ou sem sentido.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sinônimos (sentido comum):
louco, doido, maluco, insano, pirado, transtornado, desvairado, desequilibrado, perturbado, enlouquecido
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Sociolinguístico
Reflete variações geográficas e sociais no uso do termo, marcando identidade regional e grupo. No Brasil, é mais associado a comportamento excêntrico; em Portugal, a uma conotação de ingenuidade rural.
Exemplo: Na obra "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, tipos populares como o "parvo" aproximam-se da noção portuguesa de "aluco".
Sentido Psicológico/Psiquiátrico Histórico
Termo utilizado historicamente de forma leiga para categorizar comportamentos desviantes da norma racional, sem rigor clínico, muitas vezes estigmatizando transtornos mentais.
Exemplo: Em registros de comunidades portuguesas do século XIX, podia-se referir a alguém com episódios de agitação como "um aluco".
Sentido Cultural-Folclórico
Integra narrativas orais e tradições populares como personagem-tipo: o louco inocente, o tolo da aldeia ou a figura que, pela suposta insanidade, diz verdades veladas.
Exemplo: Em contos tradicionais do interior de Portugal, o "aluco" da vila é por vezes aquele que, com aparente desrazão, resolve um dilema da comunidade.
Sentido Artístico-Literário
Funciona como recurso estético para representar a desordem, o caos, a crítica à normalidade ou o fluxo de consciência liberto da lógica convencional.
Exemplo: No poema "Alucinação", de Mário Cesariny, a deriva surrealista e a figura do "aluco" podem ser lidas como personificação do processo criativo delirante.
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