Significado de apodrido
Explore os principais sentidos da palavra 'apodrido', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que apodreceu, que entrou em estado de decomposição orgânica.
- adj.Que está em avançado estado de deterioração física ou material.
- adj.(Fig.) Corrompido moralmente; pervertido, degradado.
- adj.(Fig.) Que perdeu o vigor, a força ou a qualidade original; decadente.
- s.m.(Regionalismo, Brasil) Estado de quem está muito cansado ou exausto.
Etimologia:
Apodrido deriva do latim vulgar appodrītus, particípio passado de appodrēscere, formado por ad- (para) e podrēscere (apodrecer), cujo radical está relacionado a putrēscere, que significa 'tornar-se podre'.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político-Social
Refere-se à corrupção sistêmica e à degradação moral de instituições ou estruturas de poder. Descreve um ambiente onde práticas ilegais ou antiéticas se tornaram normativas e corroeram os fundamentos da justiça e do bem comum.
Exemplo: A expressão "o sistema está podre" para criticar a corrupção endêmica em um governo.
Sentido Psicológico-Existencial
Descreve um estado de alma caracterizado pela estagnação, pelo marasmo e pela perda de vitalidade interior. Refere-se à sensação de que as emoções, os ideais ou a vontade estão paralisados ou em decomposição, sem perspectiva de renovação.
Exemplo: O personagem Oblomov, de Ivan Goncharov, que vive em um estado letárgico de inação e desinteresse pela vida.
Sentido Econômico
Aplica-se a setores ou modelos de negócio obsoletos, ineficientes e em declínio irreversível, que não se adaptaram às novas realidades do mercado. Denota uma atividade econômica cuja estrutura está tão deteriorada que não é mais viável ou sustentável.
Exemplo: A classificação de certas indústrias extrativas ou manufatureiras poluentes e não renováveis como "indústrias podres".
Sentido Artístico-Literário
Utilizado como tema ou metáfora para explorar a decadência, a beleza mórbida e a passagem do tempo. Foca na estética da decomposição, onde o apodrecimento pode simbolizar tanto a morte quanto a transformação, servindo como crítica social ou reflexão filosófica.
Exemplo: As naturezas-mortas do século XVII (vanitas) que incluíam frutas apodrecendo para simbolizar a fugacidade da vida.
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