Significado de arpalhão
Explore os principais sentidos da palavra 'arpalhão', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que se comporta de maneira desonesta ou vil, especialmente em relações de confiança.
- s.m.Pessoa que age com má-fé para obter vantagem sobre outros.
- s.m.Sujeito desprezível, traiçoeiro ou sem escrúpulos.
- s.m.Indivíduo que engana ou explora outrem de forma calculada.
- s.m.Pessoa de conduta moral condenável, frequentemente associada a pequenos delitos ou ardis.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "arpalhão" é usada em algumas regiões do Brasil para designar uma pessoa atrevida ou inconveniente, sem uma origem etimológica claramente estabelecida no léxico da língua portuguesa.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Designa, em registros do português antigo e dialetos rurais ibéricos, o indivíduo que praticava o “arpalhão” — uma forma de fraude em feiras e mercados medievais, como trocar pesos ou adulterar mercadorias.
Exemplo: nos forais portugueses do século XIV, o termo aparece em autos de acusação contra comerciantes que enganavam compradores de gado.
Sentido Social
Refere-se ao membro de uma comunidade que sistematicamente viola normas de reciprocidade e confiança, sendo marginalizado ou punido informalmente pelo grupo.
Exemplo: em vilarejos, o “arpalhão” era evitado em mutirões e alianças de colheita por não honrar acordos de ajuda mútua.
Sentido Psicológico
Descreve um padrão de personalidade marcado por manipulação interpessoal, ausência de culpa e busca de ganho próprio às custas dos outros, aproximando-se do conceito clínico de traços antissociais ou maquiavélicos.
Exemplo: um indivíduo que simula amizade apenas para obter empréstimos que nunca devolve.
Sentido Literário
Personagem-tipo da farsa e da comédia popular, cuja função é enganar os demais para gerar conflito cômico ou crítica moral, frequentemente punido no desfecho.
Exemplo: o “arpalhão” em peças de Gil Vicente, como o falso mendigo que explora a caridade alheia em Auto da Barca do Inferno.
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