Significado de arrepelador

Explore os principais sentidos da palavra 'arrepelador', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.Que causa repulsa, nojo ou forte aversão.
  • adj.Que provoca medo ou horror intenso.
  • adj.Que é desagradável ou repugnante à vista, ao olfato ou ao paladar.
  • adj.Que inspira desgosto ou antipatia profunda.
  • s.m.Aquele ou aquilo que é arrepelador.

Etimologia:

Arrepelador deriva do verbo "arrepelar", que vem do prefixo "ar-" e do verbo "repelar", este relacionado a "repelir", do latim "repellere", significando afastar ou expulsar. O sufixo "-ador" indica agente, ou seja, aquele que provoca o arrepio ou que afasta algo.

//

Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Estético

Refere-se àquilo que viola os cânones de beleza ou harmonia de uma época, provocando uma reação de repulsa sensorial. O conceito é central em movimentos artísticos que exploram o grotesco e o abjeto para desafiar o espectador.

Exemplo: As figuras deformadas e cenas de sofrimento nas pinturas de Francis Bacon são frequentemente descritas como arrepeladoras.

Sentido Sociológico

Descreve práticas, discursos ou estruturas sociais percebidas como moralmente degradantes ou que ameaçam os valores fundamentais de um grupo, servindo para reforçar fronteiras simbólicas e a coesão interna.

Exemplo: Para muitos, a exploração do trabalho infantil em condições análogas à escravidão é um fenômeno social arrepelador.

Sentido Psicológico

Relaciona-se a estímulos que ativam respostas de nojo primal, frequentemente ligadas à contaminação, decomposição ou violação da integridade corporal, como mecanismo evolutivo de proteção.

Exemplo: A visão de uma ferida infectada com pus geralmente provoca uma reação arrepeladora imediata e involuntária.

Sentido Ético-Filosófico

Aplica-se a ações ou caráteres considerados profundamente viciosos, que transgridem radicalmente os princípios de humanidade e compaixão, levantando questões sobre a natureza do mal.

Exemplo: A banalidade do mal, descrita por Hannah Arendt ao analisar Adolf Eichmann, reside justamente na capacidade de atos arrepeladores serem cometidos por indivíduos aparentemente comuns.

Explorar também:

Compartilhar: