Significado de bárbara
Explore os principais sentidos da palavra 'bárbara', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo ou pertencente aos bárbaros, povos estrangeiros na Antiguidade Clássica.
- adj.Cruel, violento, desumano, que age com selvageria.
- adj.Grosseiro, inculto, rude, que falta à civilidade.
- adj.Diz-se de som ou ruído áspero e desagradável.
- s.f.Nome próprio de pessoa do sexo feminino.
Etimologia:
A palavra "bárbara" deriva do grego antigo βάρβαρος (bárbaros), que originalmente designava os estrangeiros cuja língua soava como um balbuciar incompreensível aos gregos, e passou a significar algo rude, estranho ou não civilizado.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se aos povos não gregos ou não romanos na Antiguidade, considerados estrangeiros e culturalmente inferiores. O termo era usado pelos gregos para designar quem não falava sua língua, cuja fala soava como "bar-bar".
Exemplo: os persas eram chamados de bárbaros durante as Guerras Médicas.
Sentido Ético-Social
Descreve um comportamento que viola drasticamente as normas de convivência e humanidade, caracterizado por extrema crueldade ou violência. É empregado para condenar ações que desrespeitam a dignidade humana.
Exemplo: a imprensa descreveu o ataque à população civil como um "ato bárbaro".
Sentido Estético-Cultural
Caracteriza uma produção artística ou cultural que desafia ou rejeita as convenções e a sofisticação dominantes, podendo ser vista como primitiva, rudimentar ou transgressora.
Exemplo: a crítica do século XIX inicialmente considerou "bárbaras" as esculturas africanas, antes de seu reconhecimento como arte.
Sentido Psicológico-Existencial
Remete a um estado interior de caos ou descontrole primitivo, onde instintos brutais e paixões não civilizadas suplantam a razão e a consciência moral.
Exemplo: no romance "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad, o contato com a selva liberta uma barbárie latente no ser humano.
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