Significado de calhambola
Explore os principais sentidos da palavra 'calhambola', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Objeto de pouco valor, bugiganga, quinquilharia.
- s.f.Coisa velha, desprezível ou sem utilidade.
- s.f.Pessoa considerada inútil ou desprezível (uso pejorativo).
- s.f.Pequeno objeto sem valor, frequentemente colecionado.
- s.f.Coisa de qualidade inferior ou malfeita.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Socioeconômico
Refere-se a objetos materiais que, por sua abundância, baixo custo ou falta de utilidade prática, simbolizam a precariedade e o consumo de massa em certos estratos sociais.
Exemplo: Nas feiras livres, barracas vendem calhandolas como chaveiros, bijuterias e pequenos brinquedos de plástico, itens de troca imediata e descarte rápido.
Sentido Psicológico-Afetivo
Designa um objeto insignificante para outrem, mas que, para seu detentor, adquire valor sentimental por estar associado a uma memória ou relação pessoal, transcendendo seu valor material.
Exemplo: A caixa de sapatos onde guardava suas calhandolas infantis – figurinhas repetidas, pedras e miçangas – era para ela um tesouro de lembranças.
Sentido Artístico e de Criação
Na prática artística, pode denominar materiais pobres, descartados ou encontrados ao acaso, que são reapropriados e ressignificados em assemblages, colagens ou esculturas, deslocando-os de seu contexto original.
Exemplo: O artista plástico Vik Muniz frequentemente compõe suas obras a partir de calhandolas como fios, lixo eletrônico e açúcar, transformando-os em imagens complexas.
Sentido Filosófico-Existencial
Metaforiza a condição do indivíduo ou de ações humanas percebidas como fúteis, efêmeras ou destituídas de significado último dentro de uma perspectiva mais ampla, questionando noções de valor e propósito.
Exemplo: No pensamento de Albert Camus, a rotina burocrática e repetitiva poderia ser vista como uma acumulação de calhandolas existenciais, gestos vazios diante do absurdo.
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