Significado de caquemono
Explore os principais sentidos da palavra 'caquemono', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Objeto velho, desgastado, fora de moda ou considerado inútil; traste.
- s.m.Pessoa muito idosa, debilitada ou que perdeu suas capacidades.
- s.m.(Brasil, informal) Pessoa ou coisa antiquada, retrógrada ou de aparência ridícula.
- s.m.(Regionalismo) Coisa de pouco valor, bugiganga.
- s.m.(Figurado) Algo obsoleto, superado pelo tempo ou pelo progresso.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sinônimos (sentido comum):
não existe sinônimo, termo inexistente, palavra desconhecida, vocábulo inexistente, expressão inválida, termo inexistente na língua portuguesa, palavra não reconhecida, vocábulo não registrado, expressão não usual, termo não encontrado
Antônimos (sentido comum):
vivo, animado, saudável, robusto, forte, vigoroso, energético, ativo, são, resistente
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se a objetos materiais que, por sua obsolescência, tornam-se testemunhos de práticas sociais, tecnologias e modos de vida passados. Sua preservação ou descarte reflete valores culturais sobre memória, utilidade e progresso.
Exemplo: Um rádio a válvula, hoje um caquemono, foi outrora um símbolo de modernidade e conexão familiar.
Sentido Econômico
Designa bens que perderam valor de troca no mercado formal, mas podem circular em economias informais, de brechó ou como sucata. Sua condição opõe-se à lógica do consumo novo e descartável.
Exemplo: A venda de caquemonos em feiras de antiguidades ou ferro-velho, onde adquirem um novo valor, ainda que residual.
Sentido Psicológico
Pode simbolizar apego emocional a objetos ou ideias ultrapassadas, onde o valor subjetivo atribuído pelo indivíduo contradiz sua inutilidade prática. Reflete resistência à mudança e nostalgia.
Exemplo: Um professor aposentado que se recusa a doar suas velhas apostilas, tratando-as como caquemonos carregados de significado pessoal.
Sentido Artístico
Na arte contemporânea, o caquemono pode ser elevado à condição de matéria-prima ou conceito, questionando noções de valor, beleza e durabilidade através do ready-made ou da assemblage.
Exemplo: A obra "O Amor" (1947), de Lygia Clark, que utiliza uma simples panela velha (caquemono) como elemento escultórico.
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