Significado de caso oblíquo

Explore os principais sentidos da palavra 'caso oblíquo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Na gramática tradicional, caso gramatical que indica a função de complemento (objeto direto ou indireto) de um nome, pronome ou adjetivo.
  • s.m.Na declinação do latim, o caso acusativo (acusativo) e o caso dativo (dativo), que indicam, respectivamente, objeto direto e indireto.
  • s.m.Em línguas com sistema de casos, qualquer caso que não seja o nominativo (sujeito) ou o vocativo (chamamento).
  • s.m.Em análise sintática, termo que se refere a um nome ou pronome que exerce função de complemento verbal ou nominal.
  • s.m.Em português, aplica-se principalmente aos pronomes pessoais que possuem formas distintas para sujeito (retos) e complemento (oblíquos).

Etimologia:

A expressão "caso oblíquo" deriva do latim: "casus", que significa "queda" ou "ocorrência", relacionado às desinências dos casos gramaticais, e "oblíquo", do latim "obliquus", que significa "inclinado" ou "obliquo", referindo-se às formas dos pronomes e substantivos que não estão na posição do sujeito direto, indicando funções sintáticas diversas.

Sinônimos (sentido comum):

caso oblíquo, caso indireto, caso regido, caso dependente, caso governado, caso preposicional, caso acusativo, caso dativo, caso genitivo, caso instrumental

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Linguístico-Descritivo

Refere-se à análise de línguas que possuem sistemas de casos morfológicos, onde a forma da palavra muda para indicar sua função sintática. É um conceito central na tipologia linguística para classificar e comparar línguas.

Exemplo: Em alemão, "den Mann" (o homem, no acusativo – caso oblíquo) contrasta com "der Mann" (nominativo).

Sentido Pedagógico

Designa o ensino tradicional da sintaxe do português, focado na memorização das formas dos pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo. Este sentido evidencia uma abordagem normativa e prescritiva da língua, muitas vezes desvinculada do uso real.

Exemplo: A regra escolar de que "comigo", "contigo" e "consigo" são formas oblíquas dos pronomes "eu", "tu" e "você".

Sentido Filosófico-Linguístico

Na filosofia da linguagem, pode metaforizar a ideia de que a percepção da realidade é sempre mediada por um ponto de vista particular (um "caso" não reto, não direto), nunca absoluta ou neutra. A linguagem estrutura o pensamento a partir de uma perspectiva oblíqua.

Exemplo: A teoria de que toda narrativa é contada a partir de um foco narrativo específico, uma "inclinação" oblíqua sobre os fatos.

Sentido Jurídico-Processual

Em direito, pode aludir a uma situação ou argumento que não é direto ou principal num processo, mas que é invocado de forma indireta, tangencial ou subsidiária para fundamentar uma decisão. Refere-se a um fundamento acessório ou a uma circunstância não central do caso.

Exemplo: Um juiz considerar, como "caso oblíquo", os antecedentes sociais do réu após analisar as provas materiais do crime.

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