Significado de cleptômano

Explore os principais sentidos da palavra 'cleptômano', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Indivíduo que sofre de cleptomania, um transtorno do controle dos impulsos.
  • s.m.Pessoa que tem um impulso incontrolável de furtar objetos, geralmente sem valor ou necessidade.
  • s.m.Sujeito diagnosticado com um distúrbio psiquiátrico caracterizado pelo roubo compulsivo.
  • s.m.Termo clínico para quem comete pequenos furtos de forma repetitiva, movido por uma tensão prévia e alívio posterior ao ato.
  • s.m.Aquele cujo comportamento de furto é atribuído a uma condição patológica, e não a um propósito criminoso ou de ganho material.

Etimologia:

Cleptômano deriva do grego antigo "kleptēs", que significa "ladrão", e do sufixo "-manía", que indica mania ou compulsão, referindo-se a uma pessoa com impulso irresistível para furtar.

Sinônimos (sentido comum):

furtador, ladrão compulsivo, pilhador, salteador, saqueador, bandido, gatuno, meliante, delinquente, rufião

Antônimos (sentido comum):

honesto, íntegro, honrado, leal, correto, justo, ético, decente, virtuoso, confiável

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Clínico-Psiquiátrico

Refere-se a um diagnóstico específico dentro dos transtornos do controle dos impulsos, caracterizado pela falha recorrente em resistir a impulsos de furtar itens desnecessários para uso pessoal ou valor monetário. O ato é precedido por tensão crescente e seguido de gratificação ou alívio.

Exemplo: No diagnóstico clínico, a cleptomania é diferenciada do furto comum pela ausência de motivação externa (como vingança ou necessidade) e pela natureza egodistônica do impulso.

Sentido Social-Judiciário

Designa uma figura cujo comportamento problemático é frequentemente invocado como atenuante ou justificativa em contextos legais, levantando debates sobre responsabilidade penal versus condição patológica. Serve para distinguir, no imaginário social e forense, o "ladrão comum" do "doente" que rouba por compulsão.

Exemplo: Em processos criminais, a defesa pode apresentar laudos psiquiátricos para enquadrar o réu como cleptômano e buscar uma sentença com tratamento obrigatório em vez de prisão.

Sentido Cultural-Metafórico

Utilizado de forma ampliada para descrever uma avidez ou compulsão por acumular, coletar ou se apropriar de forma insaciável, não necessariamente de objetos materiais, mas de experiências, atenções ou conquistas. Transfere a ideia de impulso incontrolável para outras esferas da vida.

Exemplo: Um crítico pode descrever um personagem literário como um "cleptômano emocional", referindo-se à sua necessidade compulsiva de atrair e reter o afeto alheio.

Sentido Histórico-Conceitual

Ilustra a evolução da compreensão médica e moral sobre o comportamento desviante, marcando a transição de um vício ou pecado (roubo) para uma doença mental (cleptomania) a partir do século XIX. Reflete como a psiquiatria passou a medicalizar e gerir condutas antes vistas como puramente criminosas ou morais.

Exemplo: O surgimento do termo na França do século XIX, com os trabalhos de psiquiatras como Jean-Étienne Dominique Esquirol, exemplifica a medicalização dos impulsos.

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