Significado de condeia
Explore os principais sentidos da palavra 'condeia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v. tr. d.Ato de conceder um título nobiliárquico, como o de conde, a alguém.
- v. tr. d.Ato de atribuir um privilégio, uma honraria ou uma distinção formal.
- v. tr. d.Ato de outorgar, dar ou permitir algo, geralmente por autoridade.
- v. tr. d.(Por extensão) Ato de tratar alguém com deferência ou honras especiais.
- v. tr. d.(Figurado) Ato de atribuir qualidades nobres ou elevadas a algo ou alguém.
Etimologia:
Condeia deriva do latim medieval condita, que significa "recipiente", "vasilha", formado a partir do verbo condere, que quer dizer "guardar", "conservar".
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Político
Refere-se ao ato de criação de nobreza por um soberano, consolidando alianças e recompensando serviços. Era um mecanismo central de governança e controle social nas monarquias, criando uma classe leal à coroa.
Exemplo: O rei D. João VI condeou vários apoiadores brasileiros após a chegada da corte portuguesa.
Sentido Social-Ritualístico
Descreve a cerimônia formal de outorga de um título, um ritual que reforça hierarquias e legitimidade através de símbolos e protocolos específicos. Envolve elementos como juramento de fidelidade, entrega de insígnias e registro em livros de nobiliarquia.
Exemplo: A condeação solene descrita em romances históricos, com o ajoelhar perante o monarca.
Sentido Crítico-Metafórico
Usado para criticar a atribuição de status, privilégios ou autoridade não-oficiais em contextos modernos, como corporações ou círculos sociais. Sugere a criação artificial de uma elite ou uma deferência considerada exagerada e anacrônica.
Exemplo: Dizer que um influenciador digital foi "condeado" por uma marca que lhe deu tratamento VIP e regalias exclusivas.
Sentido Literário-Filosófico
Na literatura, pode simbolizar o reconhecimento público de um valor interior, virtude ou sacrifício, frequentemente de forma irônica ou trágica. Aborda temas como a verdadeira nobreza versus títulos vazios e a busca por reconhecimento legítimo.
Exemplo: Em "Dom Casmurro", de Machado de Assis, a ideia de que Bentinho "condeava" Capitu com sua desconfiança, atribuindo-lhe uma culpa nobiliárquica imaginária.
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