Significado de correligionário
Explore os principais sentidos da palavra 'correligionário', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que professa a mesma religião que outro.
- s.m.Membro de uma mesma comunidade religiosa ou seita.
- s.m.Pessoa que compartilha as mesmas crenças ou dogmas religiosos.
- s.m.Adepto ou seguidor de uma mesma doutrina religiosa.
Etimologia:
Correligionário deriva do latim medieval "correligionarius", composto por "con-" (com, junto) e "religio" (religião), indicando alguém que compartilha a mesma religião ou crença.
Sinônimos (sentido comum):
companheiro, camarada, partidário, adepto, seguidor, associado, colega, concidadão, coirmão, coetâneo
Antônimos (sentido comum):
inimigo, adversário, oponente, opositor, rival, antagonista, dissidente, herege, infiel, descrente
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se a membros de uma mesma comunidade religiosa em contextos de perseguição ou minoria, onde a identidade compartilhada era crucial para coesão e sobrevivência.
Exemplo: os cristãos nos primeiros séculos do Império Romano, ou judeus sefarditas na diáspora, que se reconheciam como correligionários.
Sentido Político-Ideológico
Usado por extensão para designar alguém que pertence ao mesmo partido, facção ou grupo ideológico, enfatizando a lealdade e os laços quase dogmáticos que unem seus membros.
Exemplo: em discursos partidários, um político pode se referir a seus "correligionários" para invocar solidariedade interna.
Sentido Jurídico-Institucional
Aparece em documentos e tratados de direito, especialmente os que tratam de liberdade religiosa, para definir coletivos com direitos específicos.
Exemplo: leis que garantem a correligionários o direito de praticar cultos em estabelecimentos penais ou forças armadas.
Sentido Crítico-Sociológico
Utilizado para analisar dinâmicas de grupo, onde a identidade religiosa compartilhada cria fronteiras sociais, podendo gerar tanto solidariedade interna quanto exclusão do "outro".
Exemplo: estudos sobre como correligionários em bairros étnicos formam redes de apoio econômico e social, mas também podem reforçar guetos.
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