Significado de couval

Explore os principais sentidos da palavra 'couval', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Termo arcaico ou regional para um tipo de cesto grande, geralmente raso e de bordas baixas, usado para transportar ou armazenar produtos agrícolas, como frutas, legumes ou cereais.
  • s.m.Recipiente de vime, madeira ou palha, de formato retangular ou oval, utilizado em contextos rurais para a colheita ou acondicionamento de produtos da terra.
  • s.m.Por extensão, a quantidade de conteúdo que cabe em tal recipiente, servindo como medida aproximada.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico-Etnográfico

Refere-se a um objeto da cultura material tradicional, específico de certas regiões, que documenta práticas agrícolas e de transporte pré-industriais. Sua presença em inventários e descrições antigas ajuda a traçar rotas de comércio local e técnicas de armazenamento.

Exemplo: O 'couval' aparece em registros notariais do século XIX em Portugal, listado entre os bens de lavradores.

Sentido Linguístico-Dialetal

Representa um regionalismo lexical, um vestígio linguístico que demarca a variação diatópica do português, contrastando com termos mais gerais como 'cesto' ou 'canastra'. Sua ocorrência está geograficamente circunscrita, sendo um marcador de identidade local.

Exemplo: A palavra 'couval' é ainda reconhecida por falantes mais idosos em algumas zonas do interior de Portugal.

Sentido Simbólico-Rural

Encarna o símbolo da abundância da colheita e do trabalho manual no campo, representando a ligação direta entre o homem e a terra. Na iconografia ou narrativa, pode evocar valores de simplicidade, autossuficiência e ciclos naturais.

Exemplo: Em pinturas naturalistas do século XIX, um couval cheio de uvas ou maçãs serve como metonímia da fertilidade da propriedade rural.

Sentido Museológico-Patrimonial

Classifica-se como um artefato de interesse para a museologia agrícola e a preservação do património imaterial, representando saberes-fazer tradicionais em vias de extinção, como a cestaria. A sua preservação e estudo visam documentar técnicas construtivas e usos sociais específicos.

Exemplo: Exemplares de couvais são conservados no Museu Nacional de Etnologia em Lisboa, integrados na exposição de utensílios de trabalho.

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