Significado de cupidezes
Explore os principais sentidos da palavra 'cupidezes', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Plural de 'cupidez', estado ou qualidade de quem é cúpido.
- s.f.Característica de quem demonstra avidez, desejo ardente por algo.
- s.f.Apetite desmedido por ganhos materiais, especialmente dinheiro.
- s.f.Ganância excessiva, ambição descontrolada por posses.
- s.f.Cobiça intensa e insaciável.
Etimologia:
Cupidezes deriva do latim medieval "cupiditas", que significa desejo ou ânsia, originado do latim clássico "cupere", que quer dizer desejar intensamente.
Sinônimos (sentido comum):
ganância, avareza, cobiça, ambição, interesse, desejo, mesquinharia, egoísmo, materialismo, apetência
Antônimos (sentido comum):
generosidade, altruísmo, desprendimento, abnegação, desapego, magnanimidade, benevolência, filantropia, caridade, desinteresse
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Refere-se à força motriz do acúmulo de capital em sistemas de mercado, onde o desejo ilimitado de lucro é visto como um impulso fundamental, podendo levar a externalidades negativas.
Exemplo: A análise de Adam Smith sobre o interesse próprio e as críticas marxistas à acumulação capitalista.
Sentido Psicológico
Descreve um traço de personalidade ou estado emocional caracterizado por uma ânsia insaciável que transcende a necessidade, muitas vezes ligada a impulsos compulsivos.
Exemplo: O diagnóstico de comportamentos de acumulação patológica ou compra compulsiva na psicologia clínica.
Sentido Moral-Filosófico
Na ética, representa um vício ou paixão desordenada que corrompe o juízo e afasta o indivíduo da virtude, sendo frequentemente contrastada com a temperança.
Exemplo: A condenação da pleonexia (desejo de ter mais) na filosofia grega, como nos trabalhos de Platão e Aristóteles.
Sentido Literário-Alegórico
Atua como uma personificação ou tema central que conduz à ruína dos personagens, servindo para criticar os excessos da sociedade.
Exemplo: A representação da cobiça no conto "O Avarento" de Molière ou como um dos pecados capitais na "Divina Comédia" de Dante.
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