Significado de demoniomania
Explore os principais sentidos da palavra 'demoniomania', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Obsessão mórbida por demônios ou pela ideia de estar possuído.
- s.f.(Psiquiatria histórica) Diagnóstico antigo para um estado de alucinação ou delírio em que o paciente acredita estar sob influência demoníaca.
- s.f.Crença excessiva e patológica na existência e ação de demônios.
- s.f.Coleção ou estudo obsessivo de narrativas, iconografia ou objetos relacionados a demônios.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Psiquiátrico
Refere-se a uma categoria diagnóstica obsoleta dos séculos XVI ao XIX, onde sintomas de psicose, histeria ou epilepsia eram atribuídos à possessão demoníaca. Era frequentemente associada à caça às bruxas e a tratamentos como exorcismos.
Exemplo: Casos julgados pelos tribunais da Inquisição, onde o comportamento desviante era interpretado como demoniomania.
Sentido Sociocultural
Descreve um pânico moral coletivo ou uma moda cultural caracterizada por um interesse intenso e generalizado por temas demoníacos. Manifesta-se em ciclos históricos de produções artísticas, teorias conspiratórias ou movimentos religiosos focados no combate ao mal.
Exemplo: A "Satanic Panic" nos anos 1980, com alegações infundadas de rituais satânicos.
Sentido Literário-Artístico
Designa um tema ou motivo recorrente em obras que exploram a luta interior entre o bem e o mal, a corrupção da alma ou a atração pelo proibido. Funciona como uma alegoria para vícios, desejos reprimidos ou críticas sociais.
Exemplo: O poema "O Demônio do Meio-Dia" de William Styron, que usa a imagem para descrever a depressão profunda.
Sentido Psicológico Contemporâneo
Pode ser entendido como uma manifestação psicopatológica atual, onde ideias delirantes de influência ou possessão são sintomas de transtornos como a esquizofrenia ou o transtorno delirante. A crença é tratada como um conteúdo do delírio, e não como sua causa etiológica.
Exemplo: Um paciente que busca repetidamente exorcismos por acreditar, contra todas as evidências, que um demônio controla seus atos.
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