Significado de depravo
Explore os principais sentidos da palavra 'depravo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.t.Corromper moralmente; perverter os bons costumes de alguém.
- v.t.(Direito) Tornar depravado; declarar judicialmente como corrupto ou vicioso.
- v.t.(Uso mais raro) Deturpar, alterar para pior a natureza ou função de algo.
Etimologia:
Depravo deriva do latim "depravare", que significa corromper, desviar do reto caminho, composto por "de-" (indicando negação ou intensificação) e "pravus" (torcido, pervertido).
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico
Refere-se à ação de afastar uma pessoa ou grupo da virtude e da graça divina, levando-a ao pecado e à perdição espiritual. É central na doutrina do pecado original, que postula uma natureza humana depravada após a Queda.
Exemplo: Na teologia calvinista, o homem está totalmente depravado, incapaz de buscar Deus por si só sem a intervenção da graça.
Sentido Jurídico-Social
Designa o ato de corromper, especialmente menores de idade, induzindo-os à prática de vícios ou atos contrários aos bons costumes, configurando crime em várias legislações. Envolve a degradação deliberada do caráter alheio.
Exemplo: O Código Penal brasileiro tipifica como crime "corromper ou facilitar a corrupção de menor", podendo ser aplicado a quem fornece drogas ou induz à prostituição.
Sentido Psicológico-Moral
Descreve o processo de deterioração do caráter e da consciência individual, onde valores éticos são sistematicamente subvertidos, levando a uma incapacidade de distinguir claramente entre o bem e o mal.
Exemplo: O personagem Stavrogin, do romance "Os Demônios" de Dostoiévski, é um estudo da depravação como fruto do niilismo e do vazio espiritual.
Sentido Estético-Filosófico
Na crítica de arte e no pensamento filosófico, pode denotar uma transgressão deliberada dos cânones estéticos ou morais estabelecidos, não por degeneração, mas como forma de expressão ou crítica.
Exemplo: O Marquês de Sade usou narrativas de extrema depravação sexual para desafiar os fundamentos da moralidade e da autoridade de seu tempo.
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