Significado de descartável
Explore os principais sentidos da palavra 'descartável', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Feito para ser jogado fora após o uso, não reutilizável.
- adj.Que pode ou deve ser descartado, eliminado.
- adj. fig.De pouca importância, que não merece consideração.
- s.m.Objeto de uso único, feito para ser descartado.
- s.m.Produto não durável, geralmente de plástico ou papel.
Etimologia:
A palavra "descartável" deriva do verbo "descartar", que vem do latim tardio "discartare", formado por "dis-" (separação) e "carte" (carta), originalmente no sentido de separar ou rejeitar cartas, evoluindo para significar algo que pode ser jogado fora ou dispensado.
Sinônimos (sentido comum):
descartável, jogável fora, supérfluo, dispensável, efêmero, temporário, provisório
Antônimos (sentido comum):
duradouro, permanente, reutilizável, resistente, fixo, eterno, sólido, constante, preservável, durável
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico-Industrial
Refere-se a produtos concebidos para um ciclo de vida curto, estimulando o consumo repetido e gerando fluxo constante de vendas.
Exemplo: a indústria de embalagens e utensílios de plástico, como copos e talheres, baseia-se neste modelo.
Sentido Ecológico
Denota itens cujo descarte gera impacto ambiental negativo, especialmente por não serem biodegradáveis e contribuírem para a poluição e acúmulo de resíduos.
Exemplo: o movimento contra canudos plásticos destaca os problemas do consumo descartável.
Sentido Social-Metafórico
Aplica-se a relações ou pessoas tratadas como instrumentos temporários, sem valor intrínseco ou compromisso duradouro.
Exemplo: na obra "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, a condição humana é reduzida a algo descartável.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a percepção de que certos valores, tradições ou aspectos da condição humana são considerados supérfluos ou substituíveis na modernidade.
Exemplo: a crítica de Zygmunt Bauman à "modernidade líquida", onde vínculos se tornam frágeis e descartáveis.
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