Significado de douda
Explore os principais sentidos da palavra 'douda', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que não tem juízo ou sensatez; insensato, tolo.
- adj.Que age com extravagância ou desvario; desvairado, alucinado.
- adj.(Regionalismo, Portugal) Que está apaixonado, louco de amor.
- adj.(Regionalismo, Brasil) Que é ingênuo, simplório ou facilmente enganado.
- s.f.(Regionalismo, Brasil, informal) Forma carinhosa ou depreciativa para se referir a uma mulher, dependendo do contexto.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado mental de descontrole ou alienação, onde a razão é temporária ou permanentemente suplantada por emoções intensas ou por uma ruptura com a realidade.
Exemplo: Na obra "Dom Casmurro", de Machado de Assis, Capitu é descrita por Bentinho com olhos de "cigana oblíqua e dissimulada", traços que, para ele, sugerem uma personalidade potencialmente 'doida' ou inconstante em sua fidelidade.
Sentido Sociocultural
Designa, em contextos informais brasileiros, uma forma de tratamento carinhosa ou pejorativa entre mulheres, encapsulando afeto, cumplicidade ou, inversamente, desdém e infantilização.
Exemplo: Em conversas cotidianas, expressões como "Vem cá, minha doida!" são comuns para chamar uma amiga, enquanto "Aquela doida não sabe o que diz" pode ser usado para desqualificar uma mulher.
Sentido Histórico-Regional
No português europeu, especialmente em contextos literários ou populares, o termo está tradicionalmente associado ao estado de paixão amorosa extrema, quase uma loucura romântica.
Exemplo: Na tradição dos cantares populares portugueses, é frequente o amante declarar-se "doido" ou "doido de amores" pela sua amada, num estado de êxtase e sofrimento passionais.
Sentido Performativo
Na esfera artística, particularmente na música popular brasileira, configura um arquétipo ou personagem que desafia convenções sociais através do excesso, da alegria desmedida ou do escândalo, sendo muitas vezes celebrada.
Exemplo: A cantora e compositora Carmen Miranda, com seus trajes extravagantes e personalidade exuberante, foi estereotipada como a "pequena notável" e uma "doida" no sentido performático e afetivo.
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