Significado de escrivã
Explore os principais sentidos da palavra 'escrivã', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Mulher que exerce a função de escrivão; oficial de justiça responsável por redigir autos e documentos judiciais.
- s.f.Profissional que escreve à mão, copista ou amanuense.
- s.f.(Arcaico) Mulher que sabe ler e escrever; letrada.
Etimologia:
A palavra "escrivã" deriva do latim medieval "scriptāna", feminino de "scriptānius", que significa escrivão, e este, por sua vez, vem do verbo latino "scribere", que significa escrever.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se a uma função administrativa e jurídica crucial em sociedades pré-modernas, onde a alfabetização era restrita. A escrivã (ou mais comumente, o escrivão) detinha o poder de registrar transações, testamentos e decisões oficiais, atuando como guardiã da memória escrita e da legalidade.
Exemplo: As escrivãs de notário em Portugal medieval, responsáveis pelo registro de cartas de foral.
Sentido Sociológico
Representa a inserção feminina em uma profissão burocrática tradicionalmente masculina e de considerável autoridade no aparato estatal. Sua presença simboliza mudanças nas estruturas de poder e acesso a carreiras públicas, refletindo lutas por equidade de gênero no funcionalismo e no sistema judiciário.
Exemplo: A nomeação da primeira escrivã em um tribunal de comarca no Brasil.
Sentido Literário
Figura que pode aparecer em narrativas como personagem secundária de grande importância funcional, sendo a custodiadora dos registros que frequentemente desencadeiam ou resolvem conflitos da trama. Encarna o arquivo vivo dos fatos, possuindo conhecimento documental que pode ser pivotal.
Exemplo: A personagem da escrivã judicial no romance "O Dossiê Pelicano", de John Grisham.
Sentido Simbólico
Encarna o princípio da ordem, da permanência e da verdade formal contra a oralidade fugaz e a subjetividade. Representa a materialização da lei através do registro escrito, atuando como um arquétipo da testemunha imparcial e do ritual burocrático que confere validade aos atos civis e jurídicos.
Exemplo: A imagem da escrivã como a mão que transcreve a sentença, tornando-a efetiva.
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