Significado de idolatre
Explore os principais sentidos da palavra 'idolatre', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que idolatra, que adora ídolos.
- adj.Que demonstra adoração ou admiração excessiva por alguém ou algo.
- s2g.Pessoa que idolatra, que pratica idolatria.
- s2g.Pessoa que venera ou admira excessivamente outrem.
Etimologia:
A palavra "idolatre" deriva do grego "eidōlolatrís", que significa "aquele que adora ídolos", composta por "eidōlon" (imagem, ídolo) e "latreía" (culto, adoração).
Sinônimos (sentido comum):
adorar, venerar, cultuar, exaltar, reverenciar, estimar, enaltecer, louvar, amar, prestigiar
Antônimos (sentido comum):
desprezar, rejeitar, odiar, desacreditar, desrespeitar, menosprezar, aborrecer, aversão, antagonizar
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Religioso
Refere-se à prática de adoração a imagens ou objetos materiais como divindades, considerada uma transgressão em religiões monoteístas abraâmicas. O exemplo clássico é a condenação do bezerro de ouro no Antigo Testamento, visto como idolatria ao Deus único de Israel.
Sentido Sociocultural
Descreve a veneração extrema e quase ritualizada de figuras públicas, como celebridades, artistas ou atletas, onde os fãs podem emular comportamentos e consumir produtos de forma acrítica. Um exemplo é o fenômeno dos "beliebers", fãs devotos da cantora Justin Bieber durante o auge de sua popularidade.
Sentido Psicológico
Indica uma projeção idealizada e desmedida sobre uma pessoa, atribuindo-lhe qualidades perfeitas e uma autoridade inquestionável, frequentemente observada em relações de dependência emocional. Isso ocorre, por exemplo, em alguns discípulos em relação a seus gurus espirituais ou em fases iniciais de relacionamentos amorosos intensos.
Sentido Crítico-Filosófico
No pensamento de Marx, refere-se ao fetichismo da mercadoria, onde relações sociais entre pessoas são percebidas como relações entre coisas, atribuindo-se valor intrínseco e poder místico aos objetos de consumo. Um exemplo concreto é a atribuição de status e identidade social a possuidores de itens de luxo ou tecnologias de última geração.
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