Significado de iludir-se
Explore os principais sentidos da palavra 'iludir-se', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- v.pr.Enganar-se a si mesmo, acreditando em algo que não é verdadeiro ou real.
- v.pr.Criar falsas expectativas sobre algo ou alguém, resultando em desapontamento.
- v.pr.Ter uma percepção distorcida da realidade, geralmente por desejo ou esperança.
- v.pr.(Menos comum) Deixar-se levar por aparências ou promessas vãs.
Etimologia:
Iludir-se provém do latim tardio ilūdere, que significa enganar, zombar, composto por in- (intensivo) e lūdere (brincar, brincar com, enganar).
Sinônimos (sentido comum):
enganar-se, enganar a si mesmo, iludir a si próprio, autoengano, fantasiar, sonhar acordado, iludir, se enganar, se autoenganar, criar ilusões
Antônimos (sentido comum):
realizar-se, concretizar-se, esclarecer-se, entender, perceber, reconhecer, aceitar, conscientizar-se, despertar, confirmar-se
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um mecanismo de defesa ou distorção cognitiva onde o indivíduo evita confrontar uma verdade dolorosa, substituindo-a por uma crença mais confortável.
Exemplo: Um paciente em negação sobre a gravidade de uma doença, insistindo que vai se recuperar rapidamente sem tratamento.
Sentido Filosófico
Aborda a questão da aparência versus essência e a capacidade humana de viver em erro sobre a natureza do eu e do mundo.
Exemplo: No mito da caverna de Platão, os prisioneiros estão iludidos ao tomar as sombras projetadas na parede pela realidade verdadeira.
Sentido Social
Descreve a adoção coletiva de crenças ou ideologias que mascaram estruturas de poder ou desigualdades, frequentemente através de narrativas dominantes.
Exemplo: A crença no "sonho americano" pode iludir indivíduos sobre a rigidez da mobilidade social e as barreiras sistêmicas existentes.
Sentido Literário/Dramático
Constitui um recurso narrativo crucial onde o autoengano de um personagem (a hamartia) conduz ao conflito e ao desenlace da trama.
Exemplo: Em Otelo, de Shakespeare, o protagonista se ilude com as falsas provas armadas por Iago, acreditando na infidelidade de Desdêmona.
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