Significado de ladainha
Explore os principais sentidos da palavra 'ladainha', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Oração católica composta por uma série de invocações, geralmente à Virgem Maria ou aos santos, com respostas fixas dos fiéis.
- s.f.Série longa e monótona de queixas, reclamações ou lamúrias.
- s.f.Enumeração tediosa e repetitiva de fatos, nomes ou assuntos.
- s.f.(por extensão) Lista ou sequência longa e enfadonha de qualquer coisa.
- s.f.(Brasil, informal) Conversa longa e desinteressante; lenga-lenga.
Etimologia:
A palavra "ladainha" deriva do latim medieval "litania", que por sua vez vem do grego "λιτανεία" (litaneía), significando uma súplica ou prece repetitiva, especialmente em contextos religiosos.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ritual-Religioso
Refere-se especificamente à prática devocional católica, um ato litúrgico ou para-litúrgico estruturado em invocações e respostas, com função de súplica ou louvor.
Exemplo: A "Ladainha de Todos os Santos" recitada durante a Vigília Pascal ou a "Ladainha de Nossa Senhora" (Lauretana), uma das mais conhecidas.
Sentido Retórico-Político
Designa, em contextos de debate ou crítica social, um discurso repetitivo e vazio, usado para evitar questões substantivas ou como tática de obstrução.
Exemplo: Acusar um adversário político de fazer uma "ladainha de promessas não cumpridas" para caracterizar seu discurso como cansativo e desprovido de ações concretas.
Sentido Psicológico-Comportamental
Descreve um padrão de pensamento ou fala circular e ruminativo, onde a pessoa repete mentalmente ou verbalmente as mesmas preocupações, impedindo a resolução de problemas.
Exemplo: Na terapia, um paciente pode ser alertado sobre sua "ladainha" de autocríticas, que reforça um estado depressivo.
Sentido Estético-Literário
Aplica-se a uma técnica narrativa ou poética que emprega deliberadamente a repetição extensa e monótona para criar um efeito de cansaço, tédio ou para imitar ritmos litânicos, muitas vezes com fins irônicos ou críticos.
Exemplo: O uso de longas enumerações em certos romances de Machado de Assis ou a estrutura repetitiva em "O Ateneu", de Raul Pompéia, para criticar a rotina opressiva do colégio interno.
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