Significado de maracujá de gaveta

Explore os principais sentidos da palavra 'maracujá de gaveta', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Fruto do maracujazeiro, de casca dura e polpa gelatinosa com sementes, usado em sucos e sobremesas.
  • s.m.Designação informal e regional para o fruto do maracujá-açu (Passiflora quadrangularis), de maior tamanho.
  • s.m.(Brasil, gíria) Objeto ou situação cujo destino é ser esquecido ou não utilizado, guardado indefinidamente.
  • s.m.(Brasil, gíria) Pessoa que permanece muito tempo em um mesmo cargo ou posição sem perspectivas de mudança.
  • s.m.(Brasil, gíria) Projeto ou plano arquivado, adiado por tempo indeterminado.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Sociolinguístico

Refere-se a uma expressão idiomática da língua portuguesa do Brasil, carregada de conotação cultural. Seu uso metafórico, comum no discurso cotidiano, revela uma crítica social à inércia e ao desperdício.

Exemplo: Na reunião, o gerente disse que a proposta de reforma virou "maracujá de gaveta".

Sentido Administrativo-Organizacional

Descreve a prática, comum em burocracias públicas e privadas, de protelar decisões ou arquivar demandas, resultando em ineficiência processual. Caracteriza um estágio de paralisia decisória onde um assunto é oficialmente esquecido.

Exemplo: O processo do novo software ficou anos como maracujá de gaveta no departamento de TI.

Sentido Psicológico-Comportamental

Alude à tendência individual de adiar tarefas ou decisões importantes (procrastinação), guardando-as mentalmente como um problema a ser resolvido "um dia". Reflete um mecanismo de evitação que gera ansiedade.

Exemplo: Seu plano de voltar a estudar era um maracujá de gaveta pessoal, sempre adiado para o ano seguinte.

Sentido Cultural-Antropológico

Representa, no imaginário brasileiro, um artefato conceitual que materializa a resignação e a adaptação diante de sistemas percebidos como lentos ou imutáveis. A expressão funciona como um símbolo compartilhado que normaliza e, ao mesmo tempo, critica a morosidade.

Exemplo: A figura do "maracujá de gaveta" aparece em charges e piadas como representação da burocracia estatal.

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