Significado de marginalismo

Explore os principais sentidos da palavra 'marginalismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Doutrina econômica que analisa o valor dos bens com base na utilidade da última unidade disponível (utilidade marginal).
  • s.m.Princípio metodológico que enfatiza a análise das variações incrementais (marginais) em variáveis econômicas.
  • s.m.Corrente de pensamento econômico do final do século XIX que revolucionou a teoria do valor, deslocando-a do custo de produção para a utilidade subjetiva.
  • s.m.Abordagem que utiliza o cálculo diferencial para estudar o comportamento de consumidores e produtores no ponto de equilíbrio.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Refere-se à Revolução Marginalista, um movimento simultâneo e independente nas décadas de 1870-80 por Jevons, Menger e Walras, que estabeleceu as bases da microeconomia moderna.

Exemplo: A ruptura de Carl Menger com a Escola Clássica alemã, dando origem à Escola Austríaca de Economia.

Sentido Metodológico

Denota o uso do raciocínio "na margem", focando nos efeitos de pequenas mudanças (como um custo ou benefício adicional) para a tomada de decisão racional.

Exemplo: Uma empresa usa análise marginal para decidir se produz mais uma unidade, comparando a receita marginal com o custo marginal.

Sentido Filosófico-Epistemológico

Representa uma mudança para o individualismo metodológico e o subjetivismo na ciência econômica, onde o valor é determinado pelas avaliações pessoais dos agentes, não por propriedades intrínsecas do objeto.

Exemplo: A água tem grande utilidade total, mas, por ser abundante, sua utilidade marginal (e preço) é baixa.

Sentido Disciplinar

Designa o núcleo teórico unificador da economia neoclássica, cujos conceitos marginais (produtividade, utilidade, custo) permeiam praticamente todos os seus ramos.

Exemplo: A teoria do consumidor, a teoria da firma e a teoria da distribuição de renda são todas construídas sobre fundamentos marginalistas.

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