Significado de moenza

Explore os principais sentidos da palavra 'moenza', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.f.Estado de fraqueza, debilidade ou cansaço físico extremo.
  • s.f.Condição de languidez, indolência ou falta de vigor moral.
  • s.f.(Regionalismo, Brasil) Melancolia, tristeza profunda ou tédio existencial.
  • s.f.(Arcaico) Doença, enfermidade que causa prostração.
  • s.f.(Figurado) Característica do que é morno, sem entusiasmo ou energia.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Psicológico

Refere-se a um estado de apatia profunda e desânimo vital, que transcende a tristeza circunstancial e se aproxima de uma condição depressiva. É uma inércia da vontade que paralisa a ação.

Exemplo: A personagem Capitu, de Machado de Assis, em certas passagens de Dom Casmurro, é descrita com uma "moenza" que sugere uma interioridade complexa e resignada.

Sentido Social-Histórico

Designa, em análises sobre a formação cultural brasileira, um suposto traço de indolência coletiva ou lentidão nos costumes, frequentemente atribuído de forma estereotipada ao clima tropical ou a heranças coloniais.

Exemplo: A obra Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, discute, ainda que controversamente, a influência do ambiente e da miscigenação em um ethos nacional por vezes associado à "moenza".

Sentido Literário-Estilístico

Na crítica literária, pode caracterizar um tom, um ritmo ou uma atmosfera específica de uma obra, marcada pela lentidão narrativa, pela descrição minuciosa de estados de inação ou pela prevalência de personagens contemplativos e pouco ativos.

Exemplo: A prosa de João Guimarães Rosa, em trechos de Grande Sertão: Veredas, capta uma "moenza" do sertão, não como preguiça, mas como um tempo dilatado e uma energia contida.

Sentido Filosófico-Existencial

Aproxima-se do conceito de "acedia" ou "taedium vitae", denotando um tédio metafísico ou um desencanto fundamental com o mundo, onde a existência perde seu sentido intrínseco e se apresenta como um fardo.

Exemplo: O poema "O Lutador", de Augusto dos Anjos, embora use linguagem agressiva, exprime uma "moenza" existencial diante da dor de existir e da consciência da morte.

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