Significado de monadológico
Explore os principais sentidos da palavra 'monadológico', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.(adjetivo) Relativo à monadologia, doutrina filosófica de Leibniz que define a realidade como composta de mônadas, substâncias simples, indivisíveis e sem interação causal direta.
- adj.(adjetivo) Que se refere ao estudo ou à descrição de sistemas compostos por unidades autônomas e fechadas em si mesmas.
- adj.(adjetivo) Diz-se de uma abordagem teórica que analisa fenômenos a partir de entidades elementares e independentes, sem considerar relações externas como constitutivas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Filosófico
No contexto da metafísica leibniziana, o termo descreve a propriedade de um sistema em que cada entidade (mônada) possui uma percepção interna do universo, sem comunicação externa, mas em harmonia pré-estabelecida.
Exemplo: A descrição do universo como um conjunto de substâncias monadológicas, cada uma refletindo o todo de seu ponto de vista único.
Sentido Psicológico
Refere-se a uma visão do indivíduo como uma unidade psíquica fechada, cuja experiência subjetiva é autossuficiente e não depende diretamente de interações com outros.
Exemplo: Na teoria do desenvolvimento, a fase inicial do bebê é descrita como monadológica, pois ele não distingue entre self e mundo externo.
Sentido Sociológico
Designa uma estrutura social composta por grupos ou indivíduos que operam de forma isolada, sem trocas significativas ou interdependência, como em comunidades autárquicas.
Exemplo: A análise de uma tribo isolada na Amazônia como uma sociedade monadológica, com mínima interação com o exterior.
Sentido Literário
Aplica-se a uma narrativa ou personagem que existe em um universo fechado, sem influência de forças externas, como em romances de realismo mágico onde cada ser possui sua própria realidade.
Exemplo: Em "A Metamorfose", de Kafka, Gregor Samsa vive uma existência monadológica, isolado em sua transformação e incomunicável com a família.
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