Significado de monoteísmo
Explore os principais sentidos da palavra 'monoteísmo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Crença ou doutrina religiosa que afirma a existência de um único deus.
- s.m.Sistema religioso baseado na adoração exclusiva a uma única divindade.
- s.m.Princípio teológico que defende a unidade absoluta e singular do ser divino.
- s.m.Característica de uma religião que professa a existência de um só deus criador e soberano.
Etimologia:
Monoteísmo deriva do grego "monos", que significa "único", e "theos", que significa "deus", referindo-se à crença na existência de um único deus.
Sinônimos (sentido comum):
unidade divina, teísmo singular, crença em um só deus, adoração exclusiva, religião monoteísta, fé em um único deus, doutrina monoteísta, culto a um só deus, monolatria, teologia monoteísta
Antônimos (sentido comum):
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Refere-se ao surgimento e desenvolvimento de sistemas religiosos que centralizaram o culto em uma única divindade, um fenômeno que marcou uma ruptura com as tradições politeístas predominantes em muitas sociedades antigas.
Exemplo: A adoção do monoteísmo pelo faraó egípcio Aquenáton, que instituiu o culto a Aton, e posteriormente a consolidação do monoteísmo no judaísmo.
Sentido Sociopolítico
Descreve a função unificadora e identitária da crença em um deus único para a formação e coesão de comunidades, nações ou impérios, servindo como base para leis, estruturas de poder e distinção frente a outros grupos.
Exemplo: O papel do monoteísmo islâmico na unificação das tribos árabes e na expansão do Califado, fornecendo uma lei comum (Sharia) e um sentido de comunidade (Umma).
Sentido Filosófico-Teológico
Aborda as implicações conceituais da ideia de um deus único, absoluto e transcendente, que coloca questões sobre a origem do mal, a onipotência divina, a relação entre o criador e a criação, e a natureza da revelação.
Exemplo: Os debates medievais entre filósofos como Tomás de Aquino e Maimônides, que utilizaram a razão aristotélica para explorar e sistematizar os atributos do Deus monoteísta.
Sentido Comparativo
Enquadra-se no estudo das religiões como uma categoria analítica para contrastar sistemas de crenças, permitindo a comparação entre tradições como o judaísmo, cristianismo e islamismo, e sua distinção frente ao politeísmo, henoteísmo ou ateísmo.
Exemplo: A análise do monoteísmo abraâmico em contraste com o diteísmo do zoroastrismo ou com as tradições politeístas do hinduísmo clássico.
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