Significado de politeísta
Explore os principais sentidos da palavra 'politeísta', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que professa ou se refere ao politeísmo, crença na existência de múltiplos deuses ou divindades.
- s.m.Pessoa que crê em mais de um deus.
- adj.Relativo a sistemas religiosos ou cosmológicos que admitem uma pluralidade de entidades divinas.
- s.m.Indivíduo que pratica culto a vários deuses.
- adj.Característico de sociedades ou culturas cuja religião oficial ou predominante é politeísta.
Etimologia:
Politeísta deriva do grego antigo "polytheistos", composto por "poly" (muitos) e "theos" (deus), referindo-se à crença em vários deuses.
Sinônimos (sentido comum):
pluriteísta, politeísta, polidemoníaco, multiteísta, poligoteísta, polimonoteísta, polidivino, polimaníaco, multifacetado
Antônimos (sentido comum):
monoteísta, monoteísta estrito, monoteísta absoluto, monoteísta único, unitarista, monolátrico, monarquista (em contexto religioso), monoteísta radical, judaico, cristão
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Religioso
Refere-se às estruturas religiosas predominantes nas civilizações antigas, onde panteões de deuses com domínios específicos (como o tempo, a guerra, o amor) organizavam a compreensão do mundo e o ritual coletivo.
Exemplo: as religiões da Grécia Antiga, de Roma, do Egito faraônico e do Hinduísmo clássico.
Sentido Antropológico-Social
Descreve um sistema de crenças que frequentemente reflete e reforça a estrutura social de uma comunidade, onde hierarquias, funções e valores são projetados e legitimados no panteão divino.
Exemplo: na mitologia nórdica, os deuses Æsir e Vanir representam diferentes ordens sociais e funções (guerra, governo, fertilidade, prosperidade).
Sentido Filosófico-Crítico
Na análise moderna, pode ser usado como contraponto conceitual ao monoteísmo para discutir a natureza da divindade, a tolerância religiosa e a fragmentação de valores em sociedades secularizadas.
Exemplo: o filósofo David Hume, em "Diálogos sobre a Religião Natural", usa o argumento politeísta para questionar a ideia de um deus único e perfeitamente bom.
Sentido Cultural-Contemporâneo
Aplica-se a fenômenos modernos de sincretismo ou consumo cultural onde figuras de diferentes panteões são adotadas de forma não-doutrinária, em práticas como a neopaganismo ou em representações artísticas.
Exemplo: a utilização de figuras como Atena, Thor ou Orixás em romances, séries, jogos e práticas espirituais ecléticas, desvinculadas de seu contexto religioso original.
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