Significado de monroísmo
Explore os principais sentidos da palavra 'monroísmo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doutrina política que defende a não intervenção de potências estrangeiras nos assuntos do continente americano.
- s.m.Princípio da política externa dos EUA, baseado no discurso do presidente James Monroe (1823), que opõe-se ao colonialismo europeu nas Américas.
- s.m.Por extensão, qualquer política de isolamento ou não interferência em assuntos alheios.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Diplomático
Refere-se especificamente à doutrina enunciada pelo presidente James Monroe em 1823, que declarou as Américas como esfera de influência dos EUA e inadmissível a futura colonização europeia. Tornou-se um pilar da política externa norte-americana no hemisfério ocidental.
Exemplo: A Doutrina Monroe foi invocada para justificar a intervenção dos EUA em Cuba (1898) e na República Dominicana (1916).
Sentido Geopolítico Contemporâneo
Designa a prática de hegemonia ou influência predominante de uma potência sobre uma região ou esfera considerada de seu interesse vital, muitas vezes justificada pela defesa contra influências externas.
Exemplo: Analistas frequentemente descrevem a política russa em relação à sua "zona de influência" pós-soviética como um "monroísmo" moderno.
Sentido Crítico-Ideológico
Na análise crítica das relações internacionais, especialmente na América Latina, representa o imperialismo e o intervencionismo dos EUA disfarçados de proteção ou liderança continental. É visto como um instrumento de dominação que legitima ações unilaterais.
Exemplo: Apoio dos EUA a ditaduras latino-americanas durante a Guerra Fria foi uma aplicação prática do monroísmo sob a ótica de seus críticos.
Sentido Analógico-Social
Aplicado metaforicamente a contextos não políticos, descreve a atitude de um grupo ou indivíduo que busca isolar um domínio específico de influências externas, afirmando controle exclusivo sobre ele.
Exemplo: Um gestor que rejeita qualquer opinião de outros departamentos sobre sua área age com um "monroísmo" corporativo.
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