Significado de mujia
Explore os principais sentidos da palavra 'mujia', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Pequena cabana ou abrigo rústico, geralmente de madeira ou palha, usado para pernoite ou guarda de ferramentas em áreas rurais.
- s.f.(Brasil, regional) Construção simples e temporária, comum em comunidades ribeirinhas ou de pescadores.
- s.f.(Angola, Moçambique) Estrutura de apoio em roças ou acampamentos de trabalho agrícola.
- s.f.(Portugal, arcaico) Cobertura improvisada para proteção contra intempéries em pastagens.
- s.f.(Etnografia) Habitação de dimensões reduzidas, típica de povos seminômades, com função de dormitório coletivo.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Etnográfico
Refere-se à mujia como unidade habitacional elementar em sociedades de subsistência, caracterizada por materiais locais e montagem rápida.
Exemplo: “Na aldeia do Alto Xingu, a mujia era erguida em um dia por três homens, usando troncos e folhas de buriti.”
Sentido Econômico
Designa o abrigo provisório utilizado por trabalhadores sazonais durante colheitas ou extração de recursos, funcionando como infraestrutura de baixo custo para mão de obra migrante.
Exemplo: “Os cortadores de cana dormiam em mujias ao lado dos canaviais, sem acesso a água encanada.”
Sentido Militar
Em contextos históricos de guerra colonial, a mujia servia como posto avançado ou abrigo de campanha para tropas em patrulha, devido à facilidade de construção e camuflagem.
Exemplo: “Durante a campanha em Moçambique, os soldados improvisavam mujias nas clareiras para descanso noturno.”
Sentido Literário
Na prosa regionalista brasileira, a mujia simboliza a precariedade e a resistência do homem do campo, aparecendo como cenário de introspecção ou conflito.
Exemplo: “No conto de Guimarães Rosa, o vaqueiro refugia-se na mujia para remoer a perda do gado, sob o som da chuva no telhado de sapé.”
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