Significado de música de cena
Explore os principais sentidos da palavra 'música de cena', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Composição musical original criada para acompanhar uma peça de teatro, reforçando sua atmosfera e ação dramática.
- s.f.Peça musical executada durante os intervalos ou em momentos específicos de uma obra teatral.
- s.f.No teatro, música que marca a entrada de personagens, transições de cena ou momentos de grande impacto emocional.
Etimologia:
A expressão "música de cena" deriva da combinação dos termos "música", do latim "musica", que por sua vez vem do grego "mousikē" (arte das musas), e "cena", do latim "scaena", que significa palco ou cena teatral, referindo-se à música composta ou utilizada para acompanhar uma peça teatral.
Sinônimos (sentido comum):
trilha sonora, música incidental, música de fundo, acompanhamento musical, música dramática, som de cena, música ambiente, composição incidental, música teatral, música de espetáculo
Antônimos (sentido comum):
silêncio, ausência de som, ruído aleatório, barulho, pausa sonora, quietude, calmaria, mutismo, silêncio absoluto, vazio sonoro
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Teatral
Refere-se a uma prática consolidada no teatro ocidental, especialmente a partir do século XVII, onde a música era parte estrutural da dramaturgia, não um mero entretenimento.
Exemplo: as músicas compostas por Henry Purcell para peças como The Fairy-Queen (adaptação de Sonho de uma Noite de Verão), que comentavam a ação e desenvolviam temas da narrativa.
Sentido Funcional-Dramatúrgico
Define a música concebida como um elemento ativo da encenação, com funções específicas como caracterizar personagens, criar ambiência, pontuar clímax ou facilitar transições temporais e espaciais.
Exemplo: o uso do violino na cena do sonâmbulo em Macbeth, para materializar o estado psicológico perturbado da personagem.
Sentido Autoral-Artístico
Enfatiza a obra como fruto da colaboração criativa entre o compositor e o dramaturgo/diretor, sendo um objeto artístico com autonomia relativa, que pode ser executado separadamente.
Exemplo: a suíte Peer Gynt de Edvard Grieg, extraída da música de cena para a peça de Henrik Ibsen, que ganhou vida própria no repertório de concertos.
Sentido Econômico-Profissional
Refere-se ao nicho de mercado e à especialização profissional na indústria do entretenimento, envolvendo encomendas, direitos autorais e a figura do compositor especializado em teatro.
Exemplo: a carreira de compositores como Marc Shaiman, que cria músicas de cena para produções da Broadway, gerando receitas de execução e gravação.
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