Significado de nevoenta
Explore os principais sentidos da palavra 'nevoenta', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que está coberto de nevoeiro; em que há névoa densa.
- adj.Que tem a aparência de nevoeiro; nebuloso, turvo.
- adj.(Fig.) De compreensão difícil; obscuro, confuso.
- adj.(Fig.) Que expressa tristeza ou melancolia vaga; sombrio.
- s.f.(Regionalismo, Brasil) Doença das plantas, especialmente da videira, causada por fungos; míldio.
Etimologia:
Nevoenta é o feminino de nevoento, adjetivo derivado de nevoa, do latim nebula, que significa neblina ou vapor. O sufixo -ento indica abundância ou característica, formando assim o sentido de algo coberto ou envolto por névoa.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Meteorológico
Refere-se ao estado atmosférico caracterizado pela presença de nevoeiro, que reduz a visibilidade e altera as condições de luz. É um termo técnico e descritivo usado em previsões do tempo e relatórios de navegação.
Exemplo: O aviso aos navegantes indicava que a costa estaria nevoenta até as 10h, com visibilidade inferior a 1 km.
Sentido Psicológico
Descreve um estado mental de confusão, falta de clareza ou indecisão, onde os pensamentos e sentimentos parecem turvos e difíceis de discernir.
Exemplo: Após a notícia inesperada, sua mente ficou completamente nevoenta, incapaz de formular um plano coerente.
Sentido Literário e Estético
Empregado como recurso descritivo para criar atmosferas de mistério, melancolia, solidão ou introspecção, frequentemente em paisagens e cenas.
Exemplo: Na pintura Impression, Sunrise de Monet, o porto de Le Havre é retratado em tons nevoentos, definindo o estilo Impressionista.
Sentido Filosófico e Existencial
Metaforiza a condição humana de incerteza perante questões fundamentais, onde as respostas são obscuras e a percepção da realidade é limitada e turva.
Exemplo: O conceito de "absurdo" em Albert Camus reflete uma visão nevoenta do mundo, desprovida de sentido claro ou divino.
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