Significado de pasquinada
Explore os principais sentidos da palavra 'pasquinada', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ato ou efeito de pasquinar; zombaria, sátira.
- s.f.Escrito satírico, anônimo e difamatório, afixado em lugar público.
- s.f.Representação teatral ou literária de caráter burlesco e satírico.
- s.f.(por extensão) Qualquer zombaria grosseira ou ridicularização pública.
Etimologia:
Pasquinada deriva de pasquim, termo que originalmente designava pequenos cartazes ou panfletos satíricos afixados em locais públicos, especialmente em Roma, e que por sua vez provém do italiano pasquino, nome de uma estátua onde tais escritos eram colados.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Político
Refere-se à prática de crítica ou oposição política através de textos anônimos e satíricos afixados em locais públicos, comum desde o Renascimento. O nome deriva de uma estátua romana (Pasquino) onde se colavam esses libelos.
Exemplo: os "pasquins" que circulavam no Brasil Imperial criticando a monarquia.
Sentido Social-Ritual
Designa uma zombaria coletiva e ritualizada, muitas vezes associada a festividades populares como o Carnaval ou entrudo, onde figuras de autoridade são ridicularizadas publicamente.
Exemplo: os bonejos satíricos (como o "testamento do Zé Pereira") que desfilam em blocos carnavalescos.
Sentido Jurídico
Enquadra-se como um delito contra a honra, caracterizando difamação ou injúria veiculada por meio de escrito anônimo e exposto ao público, com intenção de ofender.
Exemplo: processos por calúnia movidos no século XIX contra autores de pasquins que atacavam a reputação de políticos.
Sentido Literário-Artístico
Corresponde a um subgênero satírico que emprega a caricatura, a paródia e a ironia grosseira para criticar costumes, pessoas ou instituições, muitas vezes com linguagem coloquial e humor ácido.
Exemplo: os poemas satíricos de Gregório de Matos, que pasquinavam a elite baiana do século XVII.
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